Casas na Centralidade da Quilemba vão custar mais de 20 milhões de Kwanzas

A centralidade da Quilemba, arredores da cidade do Lubango, província da Huíla, inaugurada recentemente pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, está pronta para receber os primeiros habitantes

 

Por:João Katombela, na Huíla

O vice-governador para o sector técnico e infra-estruturas da Huíla informou, numa entrevista concedida a OPAÍS e à Rádio Mais, que o acesso às casas será feito em duas modalidades, por arrendamento e por compra.

Segundo Nuno Barnabé Mahapi Ndala, as casas isoladas custarão aos bolsos dos interessados 21 milhões, 154 mil e 96 kwanzas, que serão pagos em 30 anos, no valor de 55 mil e 989 Kwanzas/mês. As casas da mesma tipologia, porém geminadas, estão avaliadas em 17 milhões, 639 mil e 790 Kwanzas, igualmente pagos em 30 anos, sendo 48 mil e 990 Kwanzas/mês.

O preço mais baixo é o dos apartamentos da tipologia T3, que vão ser vendidos no valor de 15 milhões, 118 mil e 560 kwanzas. O governante explicou que o processo de cadastramento já teve o seu início, sendo os trabalhadores da função pública os prioritários. “O processo administrativo já está a ser feito pelo Governo Provincial, com a formação dos processos contratuais. Temos duas modalidades de aquisição, sendo renda resolúvel e em arrendamento”, explicou.

Moradores do Camazingo serão os primeiros

Numa primeira fase, os primeiros inquilinos a viver na nova centralidade da Quilemba serão os funcionários que moram no bairro do Camazingo.

O vice-governador Nuno Mahapi Ndala informou que a escolha dos moradores do Camazingo deveu-se ao facto de a referida zona ser de risco e sem quaisquer serviços sociais básicos. “Por orientações do senhor governador provincial, conjuntamente com a Administração Municipal do Lubango, realizou- se um cadastramento para identificar os funcionários públicos que vivem no Camazingo, porque entendemos que é importante que as casas sejam “dadas” àquelas pessoas que não têm, de facto, uma habitação condigna”.

Arrendamento

De forma a tornar o processo da venda de casas mais inclusivo e garantir boas condições de habitabilidade aos cidadãos da província da Huíla, o governante adiantou que as famílias com pouco poder financeiro poderão ser beneficiadas através do processo de arrendamento.

Explicou que para o arrendamento está estipulado um processo único de 12 mil e 500 kwanzas/mês, e os principais beneficiários serão igualmente os do bairro Camazingo. Informou que 553 mil famílias foram já cadastradas para a assinatura dos contratos que os habilitem a beneficiar das novas residências da centralidade, calculadas em 854 moradias do tipo T3, que já possuem água e energia eléctrica. “Nós pensamos que quem vive no bairro do Camazingo precisa de uma habitação condigna, por isso começamos a cadastrar os cidadãos deste bairro, o nosso desejo é dar casas a quem não as têm” afirmou.

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