Instituto do Café no Uíge produz dez mil mudas no semestre

Dez mil mudas de café foram produzidas, durante o primeiro semestre de 2019, pelo instituto nacional do Café de Angola (inCA) no Uíge, para o fomento da sua produção na província, aumentando a oferta junto dos cafeicultores para potenciar o mercado agrícola local

A informação foi prestada a ANGOP pelo chefe do INCA, Vasco Gonçalves Joaquim António, aquando da visita do governador Pinda Simão, tendo adiantado que as mudas são distribuídas aos agricultores, para melhor fomento da produção do café, neste quadro da diversificação da economia. O responsável anunciou que o Instituto no Uíge cria as suas mudas em duas reproduções, sendo uma em estacas e outras em viveiros, como as espécies de plantas de café ambriz, amboim e macocola, constando ainda no seu programa de repovoamento produzir cacau e palmeiras em viveiros.

O INCA possui uma área de 20 hectares, onde são plantadas diversas mudas em fase experimental, intervindo neste exercício 24 funcionários, dos quais nove contratados, “trabalhadores insuficientes para responder à demanda dos trabalhos associado aos baixos salários”. Vasco António lamentou ainda que a estação careça de reabilitação nos seus edifícios, ruas, bem como há falta de água canalizada, meios de transporte, máquinas de lavoura, energia eléctrica, entre outros bens, pelo que solicita apoio financeiro ao Governo local para mais produção de mudas de café, cacau e palmeira na região. Já o governador Pinda Simão enalteceu o trabalho realizado pelo INCA em termos de investigação e produção da cultura do café, cacau e palmeiras, o que vai ajudar o aumento da produção agrícola da província.

Para o governante, o que está a ser feitos pela instituição é uma diversidade de conhecimentos que devem ser transmitidos para os agricultores engajados em repôr o potencial cafeícola do Uíge, estando o Governo empenhado em superar as principais dificuldades do Instituto. Recordou que a província tem actualmente um nível baixo de produção de café, com uma meta de seis mil toneladas ano, enquanto antes produzia 80 mil, pelo que “é preciso mais apoio para os produtores que estão engajados no relançamento da cafeicultura local”, reafirmou o governador. Neste quadro, exorta para a contínua colaboração com a Universidade Kimpa-Vita, a fim de os quadros formados em Agronomia poderem contribuir com o seu saber para minimizar a carência de técnicos no INCA.

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