Cerca de 60 por cento dos jovens no Soyo encontram-se desempregados

A revelação é do administrador municipal adjunto do Soyo para a área Política e Social, José Suca, que disse ser uma das grandes dificuldades que o município enfrenta. Por essa razão, muitos jovens que falaram a OPAÍS, mostram-se frustrados

Em entrevista a OPAÍS, o dirigente explicou que neste momento o seu município tem estado a crescer de forma muito lenta devido à crise do preço do petróleo que se vive actualmente. Segundo o responsável, o município do Soyo e a província de Cabinda são as zonas do país que têm a vida directamente ligada ao sector dos petróleos e a maior parte da população tinha o seu emprego ligado a este sector, tanto nas empresas produtoras, quanto nas empresas prestadoras de serviços e nas terciárias que prestavam serviços diversos, como, por exemplo, no sector hoteleiro e alimentar, e, que, desde que chegou a crise económica, foram directamente atingidas, porque grande parte das famílias tinham as suas vidas dependentes desse emprego.

“Temos cerca de 60 por cento da juventude sem emprego. Essa é uma grande dificuldade que estamos a passar. Vamos, na medida do possível, tentar potencializar o sector agrícola e da pesca, mas é um processo que levará muito tempo. Penso que daqui a uns 20 ou 25 ainda anos seremos petro-dependentes”, disse. Jovens estão frustrados com a falta de emprego José Suca disse que muitos jovens mostram alguma frustração, fruto da situação actual que o país vive. Realçando que o Estado não deve ser o maior empregador. “O Estado emprega um certo número de pessoas muito reduzido e quem deve empregar a maior parte da juventude é o sector privado” disse. O papel do Estado é de criar as condições propícias para que as empresas venham investir nos municípios, continuou. “É assim que temos estado a trabalhar com afinco, criandocondições propícias para que os grandes empregadores venham investir em grande no nosso município.

Nós temos água, que é um dos factores essenciais, e energia, outro factor determinante, temos criada uma reserva que é um pólo industrial para alocar as empresas que queiram instalar-se no município e temos estado também a divulgar o que o município oferece”, contou. Apelou aos empresários que queiram investir no município que o façam sem hesitar, mas que não seja só no sector ligado à indústria petrolífera ou de gás, mas sobretudo na agricultura e pescas.

Para sobreviver, alguns fazem biscates

Para sobreviver, alguns jovens, como Ana Sampaio, dependem de familiares e outros dedicamse a negócios informais ou fazem biscates. Abordados pela reportagem de OPAÍS, alguns jovens disseram que o desemprego piorou com a crise económica e financeira que assola Angola desde 2015. O preço do crude caiu no mercado internacional e como somos dependentes das exportações de petróleo, entraram menos divisas. Muitas empresas foram obrigadas a fechar as portas e milhares de cidadãos ficaram desempregados, referem. Aqui no Soyo há muito desemprego e até há alguns que acabam por se prostituir” avança Ana Sampaio. “O desemprego traz consigo consequências e o jovem não consegue se realizar na vida e, por essa razão, acaba no mundo da delinquência. Enquanto o Governo não criar políticas sérias para diminuir esse problema, vamos continuar a ter jovens frustrados e perdidos”, Finalizou

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