Filho de Savimbi à espera das “teses” para se Candidatar à presidência da UNITA

O secretário-geral adjunto da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, filho do líder-fundador daquela organização, está dependente das teses do congresso que deverão ser aprovadas no próximo dias

Por:Constantino Eduardo, em Benguela

Rafael Savimbi, que está a fazer um périplo pelo país para agradecer o apoio prestado às exéquias do seu pai, afirmou há tempos que em nenhum momento andaria à reboque da imagem do seu pai e que um possível avanço como candidato seria sempre em obediência àquilo que são as intenções dos militantes.

Uma vez que o congresso está já às portas, embora ainda persistam as dúvidas em relação ao futuro de Samakuva, Rafael não diz se avança ou não com a sua candidatura, advertindo que o partido ainda não dispõe de teses para o congresso. Questionado se a UNITA quererá apostar numa liderança “velha ou jovem”, Rafael Massanga Savimbi diz que por não haver ainda teses que vão sustentar o congresso, fica-lhe difícil responder, mas salienta que as opções estão na base das pretensões da massa militante. “Não pode ser uma posição da Comissão Política, porque neste momento a Comissão está em fim de mandato.

Significa que estamos a devolver, porque o congresso é um processo que devolve o poder ao dono, que neste caso particular são os militantes, é a base”, considera. Até à presente data, dois “pesos pesados” da UNITA já manifestarem o interesse de concorrer para o cadeirão máximo do partido, nomeadamente Pedro Katchiungo e o general Abílio Kamalata Numa, enquanto Adalberto Costa Júnior, de quem se fala estar na “pole position” para substituir Samakuva, deu a entender, em declarações à imprensa, recentemente, que a sua decisão estaria dependente da posição do presidente. Embora Rafael Massanga Savimbi diga que está dependente daquilo a que chama de “teses”, alguns observadores consideram que o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, avançou ja, subjectivamente, as teses que, eventualmente, norteariam o congresso.

Confrontado sobre se da sua parte haveria receio de avançar com risco de morte política em caso de derrota, Rafael Savimbi esclarece que o que o presidente fez foi apenas anunciar as funções do congresso “e isto é estatutário, não vem de Samakuva. É o congresso que tem o poder de rever a força dos estatutos”, disse. Analistas referem que determinadas figuras não estarão a avançar para a candidatura com o receio de morrerem politicamente. Pois, se Samakuva manifestar o vontade de concorrer à sua sucessão, por dominar a máquina partidária, estaria em vantagem, daí que alguns membros da Comissão Política receiem avançar.

Rafael Massanga Savimbi discorda desta tese, argumentando que “o deputado Pedro Katchiungo, em sede de uma reunião, anunciou a sua intenção e isso não significou morte política. Já concorreu em 2011, não morreu politicamente, é deputado, é trabalhador do partido e não houve, nem há morte nenhuma que se anuncia”, sustenta, dizendo que há liberdade no partido.

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