Município do Soyo preparado para as autarquias

As primeiras eleições autárquicas, marcadas para 2020 terão lugar em 35 municípios, dos 164 existentes. Segundo o administrador municipal adjunto do Soyo para a área Política e Social, José Suca, o seu município é um dos que partem na linha da frente e as condições estão a ser criadas

O responsável afirmou, sem medo de errar, que o município do Soyo, em termos de densidade populacional e infra-estruturas funcionais, está em condições para as autarquias. “Penso que estamos preparados e continuamos a criar as condições que ainda não existem no município. Estamos também a formar o homem no sentido de que quando começar o processo não haja falhas”, contou. Segundo os dados do sector do Turismo e Hotelaria da província do Zaire, a região dispõe actualmente de uma rede hoteleira constituída por cerca de 60 unidades, entre hotéis, motéis, pensões, apart-hotéis, pousadas e complexos turísticos, espalhados pelos seis municípios da provincia. No que toca à educação, o município do Soyo está bem em temos de estrutura.

Segundo José Suca, têm escolas suficientes, mas o que os preocupa é a falta de recursos humanos, o que tem deixado algumas salas sobrelotadas. “O que realmente nos falta é aumentar o quadro humano, ou seja precisamos de mais professores e bem qualificados. Estamos à espera da abertura do próximo concurso público da Educação para fazermos o possível de preencher aquele vazio que ainda predomina no nosso município”, contou. Realçou que muitas estruturas escolares estão feitas e prevê-se a construção de mais escolas e, por essa razão, no Soyo não existem crianças fora do sistema de ensino, mas sim, em algumas localidades, um número excessivo daquilo que é permitido de crianças dentro das salas de aulas. “Temos algumas salas com excesso. Então, vamos continuar a construir mais salas para diminuir a sobrelotação, mas isso deve-se à falta de professores”, disse.

“O nosso hospital não regista tanta enchente”

Segundo, José Suca, o Hospital Municipal do Soyo não regista “tanta enchente”, uma situação que aos poucos se vai ultrapassando, mas a ausência de um médico ortopedista tem criado alguns constrangimentos à unidade sanitária. “Há falta de médicos, sobretudo os de especialidade. De momento estamos sem um ortopedista que é uma das especialidades básicas na medicina. Temos estado a evacuar os pacientes que necessitam dessa especialidade para o município de Mbanza Congo e por vezes recorremos ao hospital militar que temos aqui no Soyo, e quando o médico dessa unidade não está presente recorremos a um outro município”, contou. Quanto à falta de medicamentos, afirmou que não registam esse problema, uma vez que, de forma a racionalizar o seu stock, o hospital, quando nota a redução de algum medicamento vai priorizando os doentes internados e aos do exterior são-lhes passadas as receitas, de forma a que as famílias adquiram os medicamentos nas farmácias.

“Não se deve trabalhar para melhorar a saúde sem melhorar o saneamento básico”

De acordo com o responsável, “em vez de estarmos a investir tanto na construção de mais centros de Saúde e hospitais, tem que se trabalhar no sentido de melhorar o saneamento básico”, e depois disso já não teremos hospitais tão cheios e, por isso mesmo, nem tanta falta de medicamentos. Actualmente a doença que mais afecta a população é a malária, mas, com o programa dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS) tem-se estado a notar alguma redução. “Tivemos no afinal do ano passado alguns casos de desnutrição de crianças, mas temos estado a trabalhar no sentido de educar as nossas famílias na dieta alimentar, uma vez que temos acesso a vários alimentos produzidos localmente que podem fortificar a dieta das crianças”, afirmou.

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