Mal Me Querem

O actual deputado do MPLA, Miguel Maria N’Zau Puna, vai lançar o livro “Mal Me Querem”, quarta-feira, 24, às quinze horas e trinta minutos, no auditório da Escola de Pós-Graduações da Universidade Católica de Angola, sito no largo das escolas.

O livro será apresentado por Raúl Taty. Na obra, com a chancela da editora Guerra & Paz, o autor reconstitui episódios com mais de 40 anos de história, testemunho que lega a uma geração com vontade de conhecer a história do país, relatada por quem viveu as agruras do combate pela liberdade.

Da Jamba a Luanda, passando pela Zâmbia, Tunísia ou China, N’zau Puna recorda personagens, vivências e peripécias: as guerras, os acordos de Alvor, ou os de Bicesse, as eleições de 1992. Estes são os bastidores da guerrilha, a aliança com o Apartheid, da paz, da ruptura com a UNITA. Sem esquecer a intimidade com Savimbi, na condição de um dos seus braços direitos. João Papelo O pendor autobiográfico do livro regista episódios impactantes, indeléveis nos registros pessoais de quem palmilhou um país inteiro – e o mundo –, ali e acolá, na hora da guerra e na hora da paz.

Na hora do reacender do conflito armado e na hora do calar das armas. Como recorda o editor na orelha do livro: “tudo é recordado, nada é esquecido”. Miguel Maria N’Zau Puna nasceu em 1932, em Cabinda. Perseguido pelo colonialismo, exilou- se no Congo-Léopoldville, em 1961, e aderiu à UPA. Passou os anos seguintes a estudar, como bolseiro, na Escola de Agricultura de Moghrane, Tunísia, e na Escola Superior de Cooperação, tendo recebido treino militar na China.

Combateu de armas na mão e desde o primeiro momento, pela independência de Angola, nas fileiras da UNITA. Foi seu secretário-geral, comissário político geral das FALA e comandante militar. Esteve presente nos acordos entre o MPLA e a UNITA de 1974, chefiou a delegação da UNITA na tomada de posse do Governo de Transição e participou nos Acordos de Bicesse. Em 1992, abandonou a UNITA e fundou a TRD. Mais tarde, tornou-se embaixador no Canadá e general de três estrelas. Recentemente, fez parte da comitiva que elegeu Angola para membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU.

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