PR apoia criação de centros regionais de investigação etnolinguístico

A informação foi adiantada na mais recente visita que o Presidente da República, João Lourenço, efectuou ao município-sede da província do Zaire, M’Banza Kongo, sem, no entanto, ter precisado “timming’s”

A criação de um centro de investigação científica sobre conteúdos relacionados com o Reino do Congo foi uma das questões levantadas pelos membros do Conselho de Concertação e Auscultação da província do Zaire ao Presidente da República, durante a sua visita àquela província. Em resposta, João Lourenço disse ser uma iniciativa interessante, que carecia de apreciação e estudo para a sua implementação.

Além de facilitar a descoberta e o aprofundamento do conhecimento sobre o acervo histórico nacional, segundo o Presidente Lourenço, poderá permitir a valorização da nossa cultura. Mas, salienta, vai ser necessário que estes centros sejam abrangentes a todas as regiões onde são predominantes os principais grupos etnolinguísticos, sob pena de “sermos acusados de estar a discriminar as demais culturas”. “Não digo quando haveremos de implementar, mas tomei boa nota da iniciativa que será muito importante para o país e o conhecimento dos principias grupos etnolinguísticos”, disse.

O escritor franco-congolês Wilfied N’sondé é de opinião que a sistematização dos conteúdos sobre a história do antigo Reino do Kongo no sistema de ensino angolano seria importante, enfatizando a sua contribuição na civilização da humanidade. O também historiador lembrou que o antigo Reino do Kongo é detentor de um património cultural material e imaterial excepcional que deve ser transmitido de geração a geração. “Este Reino tem uma história rica e complexa, daí que, com a sua sistematização, as crianças angolanas vão compreender melhor o seu passado, assim como o de África e do Mundo”, disse.

Referindo-se à primeira edição do Festival Internacional sobre Cultura Kongo (Festikongo) realizada de 5 a 8 deste mês, em Mbanza Kongo, a fonte acredita que a capital do antigo Reino do Kongo (Mbanza Kongo), inscrita na lista do Património Mundial da Unesco a 8 de Julho de 2017, durante a 41.ª sessão do Comité deste órgão na cidade polaca de Cracóvia (Polónia) muitas vantagens vai trazer no futuro graças a esse evento.

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