PR reafirma abertura de Angola ao investimento estrangeiro

No último episódio do programa Marketplace Africa, a CNN apresenta uma reportagem em Luanda em que procura apurar como o país está a tentar diversificar a sua economia afastando-se do petróleo. João Lourenço reafirma que o país está aberto ao investimento

“Angola atingiu os maiores níveis de corrupção, não no mundo, mas em África”, explicou o Presidente João Lourenço à CNN. “Sem mencionar nomes, temos vindo a tomar medidas para combater a corrupção e, obviamente, para além disso, combater também os monopólios”. Ao reiterar este ponto, o Presidente mostrou a sua posição durante a entrevista: “Nós não aceitamos qualquer tipo de monopólio, seja qual for a família a quem pertencem, e é precisamente por isso que o nosso parlamento decretou uma lei contra os monopólios”. Desde a sua subida ao poder em 2017, João Lourenço herdou um país em recessão, difícil de passar à diversificação. Daí que a melhoria das condições económicas tenha passado a ser a sua maior prioridade.

A dependência excessiva do petróleo tornou Luanda numa das cidades mais caras do mundo, segundo a Mercer, mas a mudança de regime, os empréstimos do Fundo Monetário Internacional e a desvalorização da moeda têm sido favoráveis para a economia de Angola. “Esses esforços têm tido resultados bastante positivos,” adiantou João Lourenço. “A diferença entre a taxa oficial e a do mercado negro diminuiu imenso, porque quando assumimos o poder estava em 150% e, num período de menos de dois anos, desceu para 30%.” Contudo, o Marketplace Africa apurou que lidar com as diferenças cambiais não tem sido fácil para o sector empresarial e Angola enfrenta ainda desafios para conseguir livrar-se da sua reputação de ser um país difícil para negócios.

Por sua vez, o presidente da Associação Industrial de Angola, José Severino, descreveu à CNN as repercussões a longo prazo da Doença Holandesa – a dependência excessiva de uma indústria dominante: “A comunidade internacional deve compreender que os 40 anos de uma administração que veio da guerra (…) Uma educação deficiente, serviços sanitários e de Saúde deficientes… Agora, é difícil melhorar. Por isso, creio que continuamos a sofrer da Doença Holandesa, porque ainda somos grandes importadores”. A jornalista Eleni Giokos entrevistou o Presidente João Lourenço sobre as suas esperanças de tornar o país atractivo a investidores, numa altura em que Angola se classifica em 173º lugar na lista de 190 países do Relatório ‘Facilidade de Fazer Negócios’ do Banco Mundial.

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