CPLP deve priorizar problemas da juventude nas políticas publicas

CPLP deve priorizar problemas da juventude nas políticas publicas

Dicursando na abertura XII Conferência de Ministros da Juventude e Desportos, ontem, em Luanda, Carolina Cerqueira ressaltou que se deve trabalhar para maior justiça social e pleno respeito de cidadania, de modo a garantir um futuro para todos os cidadãos.

O Executivo angolano, no seu Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022, por exemplo, contempla atenção especial às políticas públicas a favor da juventude, com base nos programas de desenvolvimento humano sustentáveis, com vista a garantir a plena participação da juventude nas estruturas políticas, económicas, sociais e culturais, por ser um dos maiores desafios actuais.

O PDN, acrescentou, prevê ainda a execução de políticas de desenvolvimento sustentáveis e inclusivas que incidam, particularmente, na mitigação das desigualdades de desenvolvimento e no acesso às oportunidades de desenvolvimento comunitário, incluindo meninas e jovens mulheres com deficiência das comunidades minoritárias e das zonas rurais. Explicou que na maior parte dos estados da CPLP a mão-de-obra juvenil constitui, pelo menos, metade da população activa abaixo dos 25 anos, pelo que se torna fundamental garantir a educação, a formação, as infra-estruturas e os sistemas para albergar os jovens e uma boa governação para garantir a execução de políticas de desenvolvimento, através de incentivos e apoio a projectos sociais e comunitários.

O desemprego no seio da comunidade atinge valores acima do permissível, sendo os jovens os mais atingidos e marginalizados, com uma taxa que varia de país para país, cuja base é a densidade demográfica, extensão territorial dos países, sem excluir os factores geopolíticos, económicos, sociais e culturais. Neste sentido, os dados apontam para a necessidade de criação de empregos nos países- membros, pelo que é necessário investir na geração de riquezas, devendo a banca cumprir o seu papel de financiamento da actividade empresarial dirigida à juventude.

Para a governante, a cooperação entre os países pode ajudar a fomentar a actividade agrícola e industrial, garantindo, o fomento da actividade empresarial privada como maior geradora de empregos estáveis. Mencionou as tecnologias de informação e comunicação como terceira área enquanto promotora de inovação e desenvolvimento, pelo que os países têm de procurar aproximar-se do topo, em termos de produção e difusão de informação, ao mesmo tempo que os jovens irão contribuir para uma presença cada vez maior este espaço.