Angola entre os países menos afectados por crimes cibernéticos

Em relação a outros países do mundo, Angola ainda não está na lista dos países mais vulneráveis e mais atacados no que diz respeito aos crimes cibernéticos

Brenda Sambo

A informação foi avançada ontem, à imprensa, pelo director-geral do Instituto da Sociedade de Informação, Meick Afonso, na conferência de Segurança Cibernética para o Sistema financeiro angolano realizada pelo Banco Nacional de Angola, em Luanda. Apesar deste facto, Angola não é uma excepção, por isso, adiantou que os esforços do Executivo e dalgumas instituições do Estado deve estar baseado na melhoria contínua da utilização dos sistemas. Por esta razão, o Executivo lançou a iniciativa de implementação de um Centro de Respostas a Incidências Informáticas que tem a missão de dar segurança ao espaço cibernético nacional e também promover a ligação com órgãos congéneres. Referiu ainda que, para além do Código Penal que define uma moldura penal para os crimes informáticos, existe também a Lei 7 /17, sobre a protecção do respeito aos sistemas informáticos, que prevê um conjunto de procedimentos e normas, assim como a criminalização de um conjunto de actos que são praticados no espaço cibernético nacional. Estes, fez saber o responsável, estão assentes na invasão da informação, o acesso a informação não utilizada ou autorizada e todos os outros sistemas que operam em Angola, ou mesmo aqueles que acedam à informação no país que também está abrangidas pela mesma lei. Lembrou ainda que o último ataque cibernético ocorrido no país aconteceu em 2016, quando as instituições governamentais ficaram sem sistemas nos seus e-mails.

Implementação do sistema cibernético em Angola pode custar USD 11 milhões

De acordo com estudos feitos, a implementação de um sistema cibernético angolano pode custar ao Executivo USD 11 milhões. Enquanto isso, a manutenção pode aferir os seis milhões de dólares mensais. O valor segundo o responsável, inclui a formação do pessoal, implementação de tecnologias, estrutura, assim como a implementação de todo o sistema. Por sua vez, o vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Rui Minguêns, considerou a conferência de grande importância, pois o sistema financeiro actual funciona com a utilização de sistemas de informação, redes de Internet, daí a importância de se esclarecer mais sobre a matéria. “Temos que nos antecipar das prováveis situações criminosas que envolvem os sistemas informáticos que são contra o sistema financeiro”, disse. A conferência sobre a “Segurança Cibernética para o Sistema Financeiro Angolano”, realizada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), reuniu técnicos do sistema financeiro e peritos da área das tecnologias de informação, com o objectivo de partilhar experiências e obter contributos sobre os aspectos legais, técnicos e tecnológicos associados à ciber-segurança, bem como sobre o seu impacto no sistema financeiro nacional.

Roubos cibernéticos atingiram os 60 biliões de dólares em 2018 em todo o mundo.

A informação foi avançada pelo director de segurança do Banco Nacional de Angola (BNA), José Borges, aquando da sua explanação na conferência. Segundo o responsável, estima- se que até 2020 o sistema financeiro mundial possa perder USD 2.8 bilhões. Por outro lado, afirmou ainda que entre 2012 e 2015 vinte hackers profissionais roubaram um total de USD 790 milhões de contas bancárias em todo o mundo. Dos quais, um total de 509 milhões foram roubados de indivíduos e empresas nos Estados Unidos da América e na União Europeia.

 

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