Bienal de Jovens Criadores da CPLP em destaque no Museu Nacional de História Militar

O evento, focado no reforço do processo de integração da juventude, na aproximação e no intercâmbio, no debate entre as diferentes identidades culturais e artísticas, entra hoje no seu terceiro dia de actividades, com acções no domínio da criatividade artística.

Augusto Nunes

O Museu Nacional de História Militar, em Luanda, continua a atrair o público, ao acolher, desta vez, a IX Bienal de Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre desde Quinta-feira sob o lema “Juventude da CPLP Unida pela Cultura”.

O certame, reunindo 200 jovens expositores de países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Guiné Equatorial e Angola, país anfitrião, continua a ser um espaço de debate e reflexão sobre as criações artísticas e culturais dos jovens da Comunidade, com debates e partilha de vivências nas diversas esferas da vida política, económica e social, assim como na divulgação de políticas públicas para a juventude da CPLP e do mundo.

No hall do museu, stands apetrechados, associados aos painéis publicitários, continuam a ser o chamariz para o transeunte ou automobilista que circula pela Baía de Luanda, Ilha do Cabo, Chicala, e em todo o perímetro daquela instituição museológica. No seu interior é visível e com bastante frequência, a movimentação do público junto dos stands, fascinado pelos artigos ali expostos: jóias, obras de escultura,  pintura, literatura, discos, vídeos e outros acessórios. Enquanto uns vão em visita, outros procuram fazer amizades, trocar impressões e adquirir alguns artigos como lembrança deste evento.

É o caso Marcos Daniel que, impressionado com a iniciativa, disse ser um privilégio estar presente no certame, acompanhar de perto os jovens talentosos da comunidade e com eles aprender. “Pude conhecer um pouco do génio criador dos nossos irmãos de Cabo Verde, do Brasil, de Moçambique, de São Tomé e Príncipe, de Timor Leste, da Guiné Equatorial e tantos outros, e com eles aprender.

Quiçá um dia ter eu a possibilidade de estar nas vestes das cores do nosso país e representá- lo numa das próximas edições”, disse entusiasmado. Marcos realça que a Bienal em curso continua a ser um grande incentivo aos jovens criadores angolanos e não só, muitos dos quais anónimos ou, certas vezes, esquecidos ou ignorados.

Já a jovem Ariclene Mariel, socorrendo- se das palavras do governador da Província de Luanda, Sérgio Luther Rescova, considerou a Bienal, um momento de união e de interacção entre expositores e o público, uma ocasião especial para a troca de experiências, respeitando a história. Por sua vez, Calisto Rafael, enaltecendo o feito, desafia o Executivo a abraçar iniciativas do género não só ao nível da Comunidade Lusófona, mas também ao nível interno, de modo a que não se dispersem os seus talentos.

“São Tomé e Príncipe é um grande exemplo para nós, jovens, e podemos constatar o seu génio criativo em palco na sessão de abertura do evento. Dançaram, encenaram e mostraram-nos que apesar das diferenças podemos ir além do que esperávamos. Basta ter força de vontade e determinação”, disse. Primeiro dia da Bienal.

O primeiro dia da IX Bienal de Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, inaugurada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, em representação do Presidente, João Gonçalves Lourenço, foi marcado por um desfile performativo das delegações dos nove países membros da CPLP, que, pela via da dança, do teatro e da música, mostraram as suas culturas.

O dirigente defendeu, na ocasião, a necessidade contínua de se trabalhar no alargamento do leque de exposições de criatividade dos jovens para outros domínios da sua actividade empreendedora, por serem criadores de valor social e passível de geração de renda. Desta forma, referiu, as possíveis gerações de renda passam também pela criatividade associada às tecnologias de informação, à robótica, aos serviços de apoio às telecomunicações, à mecânica, à biologia, e às ciências da natureza.

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