Defendido novo paradigma de governação para África

Ireneu Mujoco

O bispo da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (INSJC), Os Tocoistas, Dom Afonso Nunes, disse ontem, em Catete, sede do município de Icolo e Bengo, que a África precisa de entrar num novo paradigma.

Falando na abertura da Conferência Internacional sobre a Efusão do Espírito em África e Suas Implicações, alusiva ao 70º aniversário da igreja que dirige, assinalado ontem, 25 de Julho, sustentou que o continente precisa de um novo paradigma para auto-descobrir-se  e “entender quem ele é” e poder ganhar uma nova postura na sua forma de “ser e de Defendido novo paradigma de governação para África estar”.

Segundo o prelado, o continente precisa de um novo impulso nas suas várias dimensões, sendo este um dos propósitos pelos quais a igreja debateu-se num encontro mantido em Galina, no antigo Congo Belga, actual República Democrática do Congo, que reuniu mais de 40 delegações provenientes de todo o Mundo.

Neste encontro, de acordo com o líder dos tocoistas, tratou-se de questões da saúde, educação, emancipação da mulher e outros, mas contra todas expectativas, África continua a ser um continente com um futuro adiado, porque “continua a servir interesses alheios”. Na opinião de Dom Afonso Nunes, o continente deve trabalhar para desenvolver-se e livrar-se da dependência económica e financeira de países de outros continentes.. Essa subordinação é interpretada pelo bispo como o continente não estando livre, pelo facto de, em alguns casos, os estrangeiros passarem a ditar as regras do jogo da África.

Afirmou que um poder sem economia e finanças é um poder sem estabilidade para conferir maior dignidade aos seus cidadãos, e essa situação continua a ser vigente. “Sem economia e sem finanças, você não tem poder”, sublinhou, reforçando ser urgente que a igreja africana reze e reflicta sobre esta situação, sendo esta uma missão das igrejas, rezarem pelos seus presidentes para dirigirem bem os seus povos.

Sobre a data

Para a comemoração da data, vários temas serão abordados por pastores angolanos e académicos estrangeiros, como é o caso do professor universitário Mohammad Camara, da Howard University, dos Estados Unidos da América, brasileiros e outros. De entre outros temas, a conferência está a abordar “O Espírito Santo Como Guia e Força Consoladora”, “ A Efusão do Espírito Santo em África, Consequências e Implicações”; “O Propósito de Deus e Sucessão Espiritual desde Moisés”.

Para os tocoistas, o 25 de Julho de 1949 marcou o continente africano, tendo como implicações imediatas a libertação do jugo colonial, a procura do caminho da Independência económica e, acima de tudo, da afirmação da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo, fundada pelo profeta Simão Gonçalves Toco. O encontro, em que participam delegados da RDC, Zâmbia, Malawi, Tanzânia, África do Sul, Zimbabwe, Japão, Brasil, Namíbia e outros, encerra esta tarde. .

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