Governo “corrige” valas no Lobito para evitar mais tragédias em época chuvosa

O Governo de Benguela manifesta-se preocupado com o estado das valas de drenagem da província, caracterizado pela “avalanche” de lixo que impede o curso normal das águas.

Constantino Eduardo, em Benguela

O Executivo está a proceder ao trabalho de desassoreamento das valas de drenagem, que apresentam um cenário descrito como desolador, com resíduos sólidos a impedirem o curso normal das águas.

O assoreamento das valas foi apontado como causa das mortes que ocorreram em 2015 e 2019, em consequências das enxurradas derivadas das chuvas que caíram em Benguela. Face ao cenário, o Governo local tinha priorizado as valas do Bairro da Luz, no município do Lobito, por terem sido aquelas que maior numero de mortes causaram.

O vice-governador de Benguela, Leopoldo Muhongo, nas vestes de governador em exercício, reiterou a posição do Governo em desassorear as valas, admitindo a necessidade de se trabalhar na prevenção, tendo em vista o período de chuvas já às portas.

A vala do Coringe, uma das maiores do litoral de Benguela, há muito que carece de uma intervenção devido à quantidade de lixo que recebe, a julgar pela atitude dos moradores de algumas ruas dos bairros Benfica e Kalohombo, que, na falta de contentores, socorrem-se da vala para a deposição do lixo, pondo, por isso, em risco vida de milhares de banhistas na Praia Morena. “A vala do Coringe é, seguramente, um dos pontos que vamos trabalhar. Vamos trabalhar com a própria Administração nos aspectos de manutenção e garantir que, durante a época, não entrem muitos resíduos no mar..

Não apenas esta, mas todas as valas, fundamentalmente nos municípios de Benguela, Lobito, Catumbela e Baía-Farta”, disse. Leopoldo Muhongo, de quem se diz estar a ser ensaiado para substituir Rui Falcão, refere que, neste momento, as acções estão a ser direccionadas fundamentalmente para a correcção das valas no Bairro da Luz, ao que se seguirá a da Praia Bebé, esta última no município da Catumbela.

“Já fizemos a protecção dos diques do rio Cavaco. Temos certeza de que, provavelmente, a gente chegue para a nova época chuvosa com muito melhor condição de fazer a circulação das águas”, sustentou. Empreitada do género, conforme deu a conhecer, acontece no município da Baia-Farta, onde se procede à manutenção do rio que passa pela vila, chegando a provocar embaraços à centralidade local. “Exactamente para tornar mais fluída a circulação de água”, conclui. Joaquim Gonçalves, presidente do júri.

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