Governo da Huíla “reactiva” prémio de jornalismo

A última edição do referido prémio foi realizada em 2014, tendo sido vencido pela jornalista da rádio Nacional de Angola Sandra Rodrigues

João Katombela, na Huíla

Depois de cinco anos de interrupção, por falta de verbas, o Governo da Província da Huíla anunciou, para este ano, o relançamento do Prémio local de jornalismo Para o efeito, foi já criada uma comissão organizadora que, desde o passado dia 15 de Julho, está a proceder à recolha das candidaturas dos jornalistas interessados a concorrer ao referido prémio, que tem como objectivo reconhecer a excelência dos profissionais da província.

De acordo com o presidente do júri, Joaquim Gonçalves, o prémio, denominado “Interseviço de Jornalismo”, que ao longo dos anos já galardoou vários profissionais, é um concurso social, gratuito e sem taxa de inscrição, cuja promoção está a cargo do Governo local. Sobre a premiação, Joaquim Gonçalves esclareceu que o valor do grande prémio está avaliado em cinco milhões de Kwanzas. Já os vencedores das categorias de rádio, tv e imprensa vão receber o valor de 250 mil kwanzas cada, enquanto o prémio revelação está orçado em 150 mil Kwanzas..

Ao falar sobre a importância do prémio, o também antigo director da emissora provincial da Huíla, do grupo Radio Nacional de Angola, referiu que a província, em particular o município do Lubango, tem sido palco de varias obras viradas para a sua requalificação, o que vai culminar com a melhoria das condições de vida dos cidadãos. No seu entender, os jornalistas são chamados a divulgar estas acções, informando com isenção, imparcialidade e compromisso com a verdade. “É com este sentimento que pretendemos, este ano, realizar o prémio de jornalismo. A actividade jornalística é fundamental para contribuir na aceleração do crescimento da província”, notou.

No conjunto de profissionais que compõem o grupo de jurados constam Manuel Fernandes, jornalista da Angop, Rosa Gonçalves, antiga directora provincial da Comunicação Social, Benjamim Faro, realizador de televisão, Sandra Borges, gestora, Emerciana Sanumbutue e o Joaquim Gonçalves. Segundo Joaquim Gonçalves, para a edição deste ano fez-se algumas inovações que vão culminar num maior alargamento do prémio e na valorização dos profissionais.

Dentre as inovações, o responsável deu a conhecer a classificação e participação de jornalistas que trabalham fora da província. “Podem concorrer jornalistas que apresentam reportagem realizadas em língua portuguesa e em línguas nacionais publicadas em órgãos de comunicação social na Huíla”, explicou, tendo ainda acrescentado que “podem, igualmente, concorrer reportagens de conteúdos de actualidade e investigação de acontecimentos relacionados com a província”.

História do Prémio

  O prémio local de jornalismo foi instituído em 2004 com o apoio do Governo local. A primeira edição foi ganha pelo programa “Repórter de Rua”, da Rádio 2000 Antena Comercial, do Lubango, conduzido pelo então repórter Machel da Rocha. Anos depois, a premiação passou a ser da responsabilidade da empresa de consultoria Interserviços, que anualmente atribuía como prémio um valor de 15 mil dólares americanos ao vencedor.

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