Minea aposta no aumento dos investimentos no sector

O Ministério da Energia e Águas (Minea) realizou de 26 a 27, em Luanda, o seu nono Conselho Consultivo numa altura em que o sector aposta no aumento dos investimentos para melhoria do fornecimento de electricidade e água aos grandes centros urbanos e às zonas rurais

A decorrer sob o lema “Água e Energia: melhoria do serviço com foco na sustentabilidade”, o Conselho Consultivo, que vai reunir directores nacionais, membros dos conselhos de administração das empresas públicas, vai abordar, em vários painéis, temas como gestão do potencial hídrico nacional e das águas transfronteiriças, bem como produção de energia eléctrica.

O sector da energia e águas assume- se como peça fundamental da estratégia do Governo para o desenvolvimento económico e social do país, daí ter iniciado desde 2012 um amplo programa de reformas e investimentos no sector, com os projectos de reabilitação e ampliação das infra-estruturas de produção, transporte e distribuição de energia.

Para aumento da capacidade instalada, foram realizados investimentos na reabilitação e ampliação da barragem de Cambambe, de 180 MW para 960 MegaWatts, construção da barragem de Laúca com uma potência nominal de 2070 MW, a Central de Ciclo Combinado do Soyo para gerar 750 MW e o início das obras da barragem de Caculo Cabaça, para gerar dois mil e 172 MegaWatts. Com base no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) para o sector, foi definido um programa com metas ambiciosas para o período 2018-2022, que permitirá melhorar os níveis de acesso à energia eléctrica e à água potável que passa pelo aumento da capacidade instalada, bem como a expansão da utilização das energias renováveis.

A conclusão e entrada em exploração de vários empreendimentos hidroeléctricos, como Laúca, que já funciona com cinco das seis turbinas de 334 MW, permitiram a injecção na rede nacional de mais potência de energia eléctrica, que constituem um reforço fundamental no fornecimento regular e mais estável. A entrada em operação de Laúca, Cambambe modernizado e o Ciclo combinado do Soyo permitiu dar início ao processo de interligação dos sistemas Norte e centro do país, beneficiando a energia produzida nestes complexos eléctricos as províncias de Luanda, Cuanza-Norte, Malanje, Zaire, Bengo, Cuanza-Sul, Benguela, Huambo e Bié. A conclusão de projectos como Caculo Cabaça permitir maior equilíbrio nos níveis de procura e a oferta para atender as necessidades das populações e do desenvolvimento do sector económico e produtivo.

Em relação ao sub-sector das águas, em Luanda, maior aglomerado populacional do país, a perspectiva é construir dois novos sistemas, Quilonga e Bita, que representarão um progresso significativo na redução do défice actual para menos da metade. Neste sector da água, existe um engajamento maior, que se traduz no reforço do abastecimento ao nível nacional, com o foco na implementação de projectos de captação, tratamento e distribuição em diferentes sedes provinciais e municipais, complementados com acções do programa “Água para todos nas zonas rurais e de menor densidade populacional

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