“Todos os dias abrem empresas chinesas no país”

O número de empresas chinesas de diferentes áreas crescem todos os dias no país. A Câmara de Comércio Angola-China recebe diariamente 50 empresários entre nacionais e chineses reforçando este interesse, fez saber Arnaldo de Sousa Calado

Segundo o responsável, mais de 260 mil chineses estão em Angola pela necessidade de mão-deobra qualificada nos projectos de edificação de infra-estruturas, e cada vez mais é notável a presença de novas empresas no mercado nacional O presidente da Câmara de Comércio Angola-China, Arnaldo de Sousa Calado, avançou que há empresas chinesas novas a fazerem pesquisa de mercado e a estudar o ambiente de negócios, para posteriormente instalarem as infraestruturas e fazerem parcerias. “A Câmara de Comércio Angola- China recebe diariamente 50 empresários entre angolanos e chineses interessados em novos investimentos no país”, disse.

Sem avançar números, Arnaldo de Sousa Calado garante que todos os dias surgem novos empresários chineses com grande poder financeiro com interesse em abrir investimentos no país. Arnaldo Calado referiu que é cada vez mais visível o interesse de empresas chinesas investir no país, mas é preciso aumentar o volume de capital e acompanhar as negociações. Questionado sobre o sector que os chineses mais procuram, salientou que estão dispostos a trabalhar em todas as áreas desde a agricultura, construção civil, comércio, indústria e outros. Em Outubro do ano passado, mais de mil empresas privadas chinesas, distribuídas em vários sectores mostraram interesse em investir no país.

A intensão foi manifestada durante uma reunião com empresários chineses. Mais investidores chineses O embaixador de Angola na China, João Salvador dos Santos, disse esperar, em entrevista ao diário China Daily, receber mais investidores chineses no país. “As empresas chinesas estão a dar grandes contribuições para Angola, ajudando a reconstruir as suas infra-estruturas devastadas pela guerra civil do passado. Entre eles estão estradas, hospitais, escolas e outros ”, disse João Salvador dos Santos.

O diplomata referiu como exemplo a empresa chinesa Tiesiju Civil Engineering Group (CTCE), que exerce actividade em Angola há 11 anos, tendo na capital do país, Luanda, a maior unidade com cerca de 800 funcionários, dos quais 60% são angolanos. As empresas chinesas e investidores privados estão engajados em projectos industriais, ajudando a promover o desenvolvimento económico e social de Angola, e, ao mesmo tempo, estimular empregos no país, disse o embaixador. Sublinhou que Angola é o segundo maior parceiro comercial da China em África, um país com um clima ameno, solos férteis, rica flora e fauna também tornam o país rico em recursos agrícolas, observou o embaixador, e esta é uma área que os investidores chineses podem explorar.

Desde o estabelecimento de laços diplomáticos entre os dois países em 1983, centenas de empresas chinesas têm feito negócios em Angola. Disse esperar também que os chineses possam investir no sector pesqueiro, tendo em conta as potencialidades existentes no domínio, com uma faixa costeira de mil e 650 quilómetros, tem produtos aquáticos únicos e diversificados, peixes, moluscos e mariscos. Em 2018, as trocas comerciais entre os dois países atingiram USD 28,05 mil milhões, com as exportações da China a Angola atingindo USD 2,2 mil milhões e as importações de Angola à China subindo para USD 25,799 mil milhões, um aumento anual de 26,76%.

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