Turista defende isenção de vistos para países africanos

O guia do comboio turístico sulafricano “Rovos Rail”, Nicholas Schofield, defendeu nesta Sexta-feira, após a chegada ao município fronteiriço do Luau, província do Moxico, a isenção de vistos em todos os países africanos, para facilitar o desenvolvimento da economia através do turismo

Ao falar à imprensa, a bordo de um comboio turístico de luxo, na estação ferroviária do Luau, salientou que, assim como em outros continentes, o turismo constitui uma fonte de rendimento, através da entrada controlada e livre dos estrangeiros. Na sua óptica, África deve fazer o mesmo para dar robustez à economia do continente.

O também historiador dos caminhos- de-ferro da África do Sul mostrou-se satisfeito pelo facto da viagem estar a permitir-lhes conhecerem localidades, povos e tribos. Explicou que os turistas a bordo estão interessados em conhecer a cultura e beleza naturais de Angola. Presente na estação, o administrador do município do Luau, Valeriano Chimo Cassaue, salientou que os turistas iriam tomar contacto com a dança, música e outros aspectos da cultural local, além de visitarem algumas infraestruturas históricas, como a igreja católica e a administração municipal. Por sua vez, a chefe de Departamento provincial do Turismo, Preciosa Cacoma, considerou a vinda dos turistas a Angola como sendo um marco para o relançamento do turismo no país, uma actividade que poderá repercutir-se na economia local.

O comboio, com turistas de várias nacionalidades, partiu a 14 deste mês (Julho) de Dar Es Salaam, na Tanzânia e terá como destino final a cidade Portuária do Lobito, em Benguela, no âmbito de um safari de comboio transafricano denominado “Os dois oceanos. Com dez carruagens luxuosas ocupadas por de turistas sul-africanos, norte-americanos, ingleses, suíços, holandeses, australianos e neozelandeses, o comboio passou pela Zâmbia e República Democrática do Congo, antes de chegar ao Luau, na fronteira de Angola. No total, são 18 dias até chegar ao Lobito, seu destino final. Para embarcar nesta “aventura épica” a bordo da composição em estilo clássico da Rovos Rail, os turistas gastaram, cada um, 20 mil dólares norte-americanos, ou USD 25 mil para duas pessoas.

Responsável destaca “oportunidade ímpar”para captação de investimentos

O director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos na província do Huambo, José Albano Canombo Manuel, considerou, esta Sexta-feira, que a chegada do primeiro comboio turístico de luxo a Angola constitui uma “oportunidade ímpar” para a captação do investimento estrangeiro, visando a diversificação económica.

Em declarações à ANGOP, a propósito do roteiro turístico do planalto central para os 56 turistas de várias nacionalidades, que chegam à província no Domingo (28), disse ser um momento importante para divulgar a imagem de cada uma das regiões por onde o comboio irá passar e, ao mesmo tempo, apresentar as principias potencialidades no sentido de atrair investimentos. Trata-se de um comboio com dez carruagens luxuosas do operador sul-africano Rovos Rail, com turistas sul-africanos, norte-americanos, ingleses, suíços, holandeses, australianos e neozelandeses, que já passou pelo município fronteiriço do Luau, província do Moxico, ido de Dar Es Salaam, na Tanzânia, no âmbito de um safari de comboio transafricano, denominado “Os dois oceanos”. José Albano Canombo Manuel informou que a composição exclusiva para turistas chega à cidade do Huambo por volta das 18h59 do próximo Domingo, onde será recebida com demonstrações culturais que caracterizam a região “Ovimbundo” em eventos do género, seguido de um sarau cultural, com vários momentos. Na Segunda-feira, último dia da permanência dos turistas no planalto central, o roteiro inclui, entre outros locais histórico- culturais, largo Doutor António Agostinho Neto, junto ao Palácio do Governo, o Aeroporto Albano Machado, a Paroquia de Nossa Senhora de Fátima, a Biblioteca Constantino Camõli, a Estátua Norton de Matos e o Responsável destaca “oportunidade ímpar”para captação de investimentos jardim da Cultura, onde serão agraciados com vários momentos culturais e desportivos.

O comboio entra pelo território da província do Huambo, com uma extensão territorial de 35 mil e 771 quilómetros quadrados e uma população de dois milhões, 389 mil e 231 habitantes, através do município do Cachiungo, passando ainda pela Chicala-Cholohanga e o deixará, em direcção ao Lobito, passando pelos municípios da Caála, Longonjo, Ucuma e Chinjenje, onde a população foi instada a demonstrar um comportamento cívico. O nome da região ( Huambo) deve-se ao mítico caçador Wambo Calunga, oriundo do Cuanza-Sul, que habitava na localidade de Muangunja, no município da Caála.

Contrariamente ao que muitas fontes históricas sustentam, não foi este caçador quem fundou a cidade do Huambo, mas sim o general José Norton de Matos.

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