Caiu o pano da IX Bienal de Jovens Criadores da CPLP

O certame reuniu mais de 200 jovens de Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor Leste e teve como palco principal o Museu Nacional de História Militar, em Luanda

Cinco dias marcaram a IX Bienal de Jovens Criadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu sob o signo “Juventude da CPLP Unida pela Cultura”. O certame reuniu mais de 200 jovens de Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor Leste e teve como principal objectivo contribuir para o reforço do processo de integração da juventude, aproximação, intercâmbio e debate entre as diferentes identidades culturais e artísticas, promover espaço de debate e de reflexão sobre o mosaico de criações artísticas e culturais dos jovens.

O evento constituiu um espaço de debate e reflexão sobre as criações artísticas e culturais dos jovens da Comunidade Lusófona, com o foco no debate e na partilha de vivências nas diversas esferas da vida política, económica e social, bem como a divulgação de políticas públiço para a juventude da CPLP e do mundo e foi adoptado pela I Conferência de Ministros Responsáveis pela Juventude e pelo Desporto da CPLP realizada em 1996, em Lisboa, Portugal. A I edição do certame realizou- se em 1998, na cidade da Praia, em Cabo Verde, e a VII, no Cine Teatro de Cerveira, Portugal. O evento inseriu-se na XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira (Portugal) e contou com 180 jovens artistas em início de carreira, entre os 250 participantes, com a presença de ministros dos nove países da CPLP numa sessão presidida pelo ministro português da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Além da criação artística, a presente edição incluiu uma série de atracções, com destaque para o desfile de moda, as oficinas de danças angolanas nos vários estilos, entre os quais a kizomba, o semba e o kuduro. O desfile de moda desta edição contou com a participação de jovens estilistas angolanos como Tamar Machai, Pedro Paulo e Eva Martins, e contemplou também a exibição de trajes tradicionais da cultura timorense, recitais de poesias de representantes de Cabo Verde e gastronomia típica dos países participantes. Já no que diz respeito à arte de pintura em grafite (artes urbanas e de rua), a jornada iniciou no muro da faixa de serviço da avenida 21 de Janeiro. Refira-se no entanto, que o Museu Nacional de História Militar, em Luanda , foi durante cinco dias o palco da principal desta IX Edição da Bienal de Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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