Secretário da UNITA no Soyo defende prioridade da região no PIIM

Para António Cuva, apesar do potencial económico de que a circunscrição dispõe, ainda são enormes as dificuldades que as populações enfrentam, pelo que considera o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), orçado em 2 mi milhões de dólares, como sendo uma plataforma de mitigação das dificuldades, caso haja transparência na sua execução

O secretário da UNITA no município do Soyo, província do Zaire, defende a inclusão da municipalidade nas prioridades dos programas a serem executados no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), lançado recentemente, cujo valor global está orçado em 2 mil milhões de dólares. Segundo o político, dadas as dificuldades que o município enfrenta, apesar de ser um dos grandes contribuintes para o Orçamento Geral do Estado (OGE), por via da exploração petrolífera, é indispensável a sua inclusão na lista de prioridades no âmbito da execução do PIIM.

Para António Cuva, apesar do potencial económico de que a circunscrição dispõe, ainda assim são enormes as dificuldades que as populações enfrentam, pelo que considera o PIM, cujo valor é proveniente do Fundo Soberano, o que evitou o endividamento externo, uma plataforma que pode ajudar na mitigação das dificuldades sócio-económicas, devendo, para o efeito, priorizar o rigor e a transparência na execução do programa que é de iniciativa presidencial. De acordo com o político, o Soyo, localizado no extremo Norte do litoral, na margem esquerda da foz do Rio Zaire, tem riquezas no seu solo e subsolo, nomeadamente petróleo, pesca, caça, agricultura e turismo, e que considera uma vergonha autêntica a “condição de habitabilidade dos seus munícipes”.

À semelhança de outras partes da província do Zaire, António Cuva fez saber que o município do Soyo debate-se com problemas sérios relacionados com a falta de unidades sanitárias, salas de aulas, energia eléctrica e desemprego, o que arrasa a grande maioria dos populares, sobretudo o grosso dos jovens “cérebros” locais, que se vêem obrigados a emigrar para outras parte do país e República Democrática do Congo (RDC) em busca de oportunidades de trabalho e de formação. “Não faz sentido termos um município rico e vasto a enfrentar essas dificuldades todas. Fazem-se muitas promessas durante as campanhas eleitorais, mas na prática não se concretiza nada. E com isso as populações sofrem. Então, em função das necessidades, esperamos que o Governo tente, ao menos, corrigir as insuficiências com os valores do PIIM”, apontou.

De olho nas autarquias “para corrigir a má-governação”

Para António Cuva, à semelhança do resto do país, o problema do Soyo centra-se na má governação. No seu entender, o partido no poder, o MPLA, tem vindo a demostrar que não está à altura do problema das populações “com o seu tipo de poder centralizado”. Nesse sentido, disse estar confiante de que as dificuldades sócio- económicas das populações do Soyo, em particular, e do país em geral, serão melhoradas com a implementação das autarquias locais aprazadas para o próximo ano. “Chega de termos uma governação concentrada. É preciso dar poder ao povo para escolher directamente as pessoas que vão governar. E as autarquias têm essa autoridade de corrigir as insuficiências com uma governação local e de proximidade”, concluiu.

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