Festa Disco e lágrimas

Neste Domingo tive um dos fechos de edição mais alegres da minha vida neste trabalho, deu para rejuvenescer o coração. ABBA, Grace Jones, Jane Birkin, Donna Sumer, Tinna Turner, Seal, Rick Astley, Jackson Five, Glória Gainor, Bee Gees, Village People, Kool & the Gang, Dianna Ross, Berry Whit, Boney M, Modern Talking e muitos mais. Simplesmente alimento para a alma. Fiquei a imaginar que a geração que saiu para a noite nos anos oitenta foi muito mais feliz, ainda que em tempo de guerra, no caso angolano, do que as que se seguiram. Saía-se em busca simplesmente de diversão. E esta era servida com melodias sem igual. Neste aspecto, embora não tivesse tido o privilégio de curtir tais noites, dá para dizer que o mundo está em decadência. Não é em vão que ainda hoje, quando um Dj toca músicas daqueles tempos a festa muda automaticamente de ambiente. Era a era do Disco. Então ocorreu-me a ideia de propor a uma pessoa que preparasse uma “festa Disco”, felizmente não me respondeu a tempo, deu para me arrepender da proposta, mas não para a descartar. Passou pela minha mente um filme em que um grupo de quarentões para cima se juntava, que se alegraria, que recordaria momentos ímpares das suas vidas, falaria dos que já se foram e dançaria loucamente a noite inteira, porque não tem como não dançar numa festa de Disco, é simplesmente impossível. Sim, seria uma noite gloriosa, nostálgica também. Epa, aí parei. Imaginei toda a euforia mergulhada no copo da saudade e vi que a festa terminaria, inevitavelmente, a derramar lágrimas sob luzes psicadélicas, porque o tempo, ingrato, esse, nem para a felicidade volta.

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