Editorial: O Sul é vasto

As notícias que chegam do Cuando Cubango, sobre as consequências da seca, não são nada agradáveis, mas explicam o sentido de Sul, de que tanto se fala, mas para concentrar os olhos apenas no Cunene e na huíla. Dizem também que ainda há muito por fazer na luta contra as assimetrias regionais, que não se resume apenas a levar asfalto, passa por criar condições de resiliência, dar ao povo alternativas, meios e conhecimentos que lhe possam valer em momentos difíceis. Aliás, passa por fazer com que os momentos nunca sejam difíceis. É preciso levar comida, água, mas também emprego, infra-estruturas e meios para lidar com um clima que em termos de instabilidade não se está a inventar agora. o Estado tem de fazer escolhas, tem de definir claramente as suas prioridades, e estas têm de passar pelo futuro, as pessoas.

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