Fotografia “O Olhar no Deserto” de Nguxi dos Santos no acervo do Vaticano

A aludida fotografia resulta da II exposição individual do fotógrafo angolano, Nguxi dos Santos, intitulada “Povos e Lugares”, mostrada anteriormente em Angola, Moçambique e Macau

Além de lhe ser consagrada uma h ome n a – gem com direito a uma medalha de ouro, a organização da mostra colectiva ocorrida recentemente na Galleria UCAI Roma – La Pigna, em Itália, “Artcom Expo International Association of Artist”, seleccionou a obra do artista angolano, de um leque de mais de 70 países, para figurar no acervo da biblioteca do Vaticano. A fotografia em causa, intitulada “O Olhar no Deserto”, foi apresentada pela primeira vez em Luanda e contínua actual por espelhar a problemática da seca e da fome no Sul do país, um fenómeno que está a ocorrer em algumas regiões em Angola. Apesar do feito, Nguxi dos Santos lamenta a falta de apoios que teve para participar nesta exposição colectiva itinerante, que deverá passar nos próximos tempos para o Dubai e também pela China, onde muito provavelmente não poderá estar.

“Sou angolano e onde vou além de mostrar o meu trabalho a nível individual, mostro acima de tudo Angola. E sem apoios para operação de logística fica muito difícil continuar a participar. Em todo o caso, estou bastante feliz pelo facto de o meu trabalho ter sido reconhecido e estar num acervo mundialmente frequentado como é o caso do Vaticano”, apontou. Nguxi dos Santos explicou que nesta mostra colectiva cada um dos criadores apresentou apenas uma única fotografia, onde estão obras de outros produtores vindos do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Itália, Argentina, Chile, Noruega e Albânia.

“FestiKongo”

Por outro lado, Nguxi dos Santos anunciou que está a preparar um documentário em relação à realização da I edição do Festival Internacional da Cultura Kongo “FestiKongo”, que decorreu nas cidades do Soyo e Mbanza Kongo, esta última “Cidade Património Mundial da Unesco”. Na sequência augura uma melhor realização nos próximos tempos, uma vez que para si, este primeiro evento devia ter sido melhor do que o apresentado, sendo que não houve envolvimento directo dos munícipes, muito menos vantagens. “Senti que esta edição foi meio atabalhoada. Não basta o Festi- Kongo como exigência da Unesco, mas que essas exigências devam ser cumpridas com o melhoramento das estradas e de aeroportos funcionais. Que os municípios estejam integrados com serviços, bem como com uma rede hoteleira e similares, capaz de dar respostas à demanda”, defendeu.

Projectos

Na forja estão vários projectos por publicar com destaque para uma série de documentários sobre as “Grandes Batalhas de Angola”, que envolve a recolha de depoimentos de portugueses, catangueses e cidadãos cubanos. Outros mais estão a ser trabalhados, apesar da falta de verbas e apoios que têm estado a condicionar a publicação dos anunciados documentários.

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