Banco de Leite Humano equipado para arrancar em Outubro

A médica pediátrica neonatalogista e coordenadora do núcleo de aleitamento materno da maternidade Lucrécia Paim, Elisa Gaspar, afi rmou que o Banco de Leite Humano (BLH) começa a funcionar este ano, no mês de Outubro. Os equipamentos que vão garantir o funcionamento já estão instalados

Os primeiros 25 técnicos de saúde que vão assegurar o funcionamento do BLH estão a ser capacitados pelos especialistas brasileiros Jonas Borges da Silva, funcionário da fundação Osvaldo Cruz e membro da Rede Global de Bancos de Leite Humano do Brasil e Leonardo Mendonça Alam, engenheiro biomédico com especialidade em engenharia clínica.

Com o objectivo de instalar o banco de leite e dar formação a sua equipa, para que os técnicos angolanos venham posteriormente formar outros especialistas em todo o país, os brasileiros estão cá desde o dia 28, Domingo. Em entrevista com o jornal OPAÍS, Jonas Borges assegurou o início da formação e montagem dos equipamentos para o 1º banco de leite do nosso país, na presença dos formandos, de modo a que ganhem conhecimentos sobre o manuseio dos aparelhos.

Os técnicos estão a receber formação sobre os cuidados que devem ter com a biossegurança do operador e do produto que é o leite humano. O especialista recomenda os técnicos a trabalharem com atenção, considerando que são equipamentos que funcionam com corrente eléctria, e boa parte deles trabalha com água quente.

Uma das formandas é técnica do hospital Augusto Ngangula, Isabel Mateus, que disse estar a aprender bastante sobre como proceder com o tratamento do leite humano, desde a colheita até a pasteurização (momento em que o leite chega as mães dos bebés). A coordenadora do núcleo de aleitamento materno da nidade Lucrécia Paim, Elisa Gaspar, mostrou-se satisfeita porque a Rede Global de Bancos de Leite Humano de Angola já conta com 25 profi ssionais das diferentes unidades hospitalares maternoinfantis da província de Luanda.

As técnicas que fazem parte da rede global angolana estão a aprender no Lucrécia Paim para posteriormente poderem abrir bancos de leite nas suas unidades. Caso não venham a abrir este serviço nas suas instalações, serão usadas como pontos de colheita de leite. “Todas as mulheres que tiverem leite para doar vão doar nestas maternidades e nós temos caixas térmicas com conservantes de gelo, temos um carro frigorífico que o Ministério da Saúde ofereceu para transportar o leite dos pontos de recolha para o banco”, reforçou. No banco, o leite é processado e pasteurizado, de modo a oferecer a qualidade e segurança que se precisa para os bebés. Segundo a coordenadora, a nível de Luanda se almeja que todas as maternidades tenham nas suas instalações um banco de leite, pelo que é necessário primeiro ter um espaço adequado e receber inspecção da equipe da coordenação central. “Este ano, com certeza, o banco de leite da maternidade Lucrécia Paim entra em funcionamento, possivelmente em Outubro. E, nos anos seguintes, acredito que é vontade do MINSA que haja serrviços do género, com objectivos de reduzir a mortalidade infantil no país”, disse. Mulher que doou 10 litros de leite humano será premiada Sobre o dia de hoje (Dia do Mamaço,) pela Semana Mundial do Aleitamento Materno, cada maternidade fará abertura do evento.

O núcleo do BLH preparou diversas actividades, entre as quai, palestras, teatro, música da amamentação, lanche para as mães e diplomas de participação para comemorar a data. Prepararam também um presente para oferecer a mulher que mais litros (10) de leite ofereceu ao banco de leite. As mulheres interessadas em doar leite podem dirigir-se ao banco de leite da maternidade Lucrécia Paim e, no local, são submetidas a alguns exames de modo a saber o seu estado de saúde, e posteriormente, caso sejam saudáveis, fi cam cadastradas como dadoras do BLH.

Elisa Gaspar apelou a todas as mães que estejam a amamentar os seus fi lhos a dirigem-se ao BLH para se tornarem doadoras, porque o banco precisa do leite para salvar vidas. “Para os bebés o leite materno é vida, é padrão ouro a nível do mundo para as crianças, sobretudo os prematuros, aqueles cuja mãe padece de alguma enfermidade e não pode amamentar”, explicou.

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