Editorial: Parados

Os trabalhadores da Empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Angola (TURA) paralisaram os serviços desde Segunda-feira, em Luanda, para exigir o pagamento dos salários em atraso há 10 meses e subsídio de natal referente ao ano de 2018. Ou seja, os angolanos mais necessitados continuam a viver os mesmos problemas de sempre em termos de mobilidade, agora subindo um grau a mais no sofrimento. O transporte público deveria ser a prioridade das prioridades do Governo, por aquilo que significa em termos de felicidade das famílias, de bem estar do cidadão, de rendimento económico, de produtividade e de capacidade de empreender. Por outro lado, se o Governo fala em turismo, então, a própria palavra significa mobilidade rápida, fácil, acessível. Ou não se está a levar a coisa a sério? Não há outra forma de se realizar um país que não passe pela mobilidade. E Angola tem este problema persistente. Sem transportes públicos não se vai a lado algum, continuamos parados.

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