Embaixada dos EUA dá formação para imprensa mais livre

Após uma reunião em Março de 2018 com o ministro da Comunicação Social, João Melo, a embaixadora americana Maria Fite prometeu tornar a imprensa angolana ainda mais livre, por intermédio de programas de formação para jornalistas, bem como para estudantes de comunicação social

A embaixadora dos Estados Unidos de América, Nina Maria Fite, reassumiu o compromisso de ajudar a tornar a imprensa angolana livre e democrática, na última Terça-feira, 30, em Luanda. A diplomata discursava durante o encerramento da formação para os jornalistas de Luanda sobre Práticas de Jornalismo Online e Novas Tecnologias, nas instalações da embaixada, e referiu que tal formação foi a primeira de uma série de três, que se vão realizar também nas províncias do Huambo e Benguela.

Para Maria Fite, o assunto em abordagem é de domínio da comunicação social em todo o mundo. Prosseguiu que para qualquer democracia é essencial que haja uma imprensa livre, forte e imparcial, ou seja, uma imprensa que funcione como guardiã e que exija responsabilidade, tanto do sector estatal, quanto do sector privado, através da denúncia de casos que enfraquecem as instituições democráticas, tanto a nível da imprensa tradicional, como ao nível das novas tecnologias.

“Os jornalistas contribuem na construção de um país cada vez mais democrático e justo onde todos os cidadãos possam ter voz. Realmente, é um dever muito sério, e agradeço o vosso trabalho. Todos vocês têm um papel-chave para contribuir para o desenvolvimento de Angola. Os EUA sentem-se encorajados com o esforço do Estado angolano no sentido de promover um engajamento construtivo com a imprensa”, disse. Com as notícias hoje em dia transmitidas em tempo real através das redes sociais, sem ignorar a hipótese de que muitas delas sejam “Fake News”, a emissária apela aos jornalistas profissionais para averiguarem-nas e responderem às necessidades da audiência.

“A era das ‘Fake News’ domina a sociedade. Pessoas com más intenções destroem a reputação de muita gente. Cabe aos jornalistas desempenharem um papel importante para aferir e verifi car os factos, a fi m de informar o público e anular a disseminação deste tipo de notícias. Os EUA acreditam que a partilha de informação credível é uma questão crucial para a democratização de todos os países do mundo”, acrescentou. Importa frisar que em Março de 2018 a embaixadora, aquando da sua primeira reunião com o ministro da Comunicação Social, João Melo, havia prometido envidar esforços no sentido de promover uma imprensa livre através da realização de programas de formação para jornalistas e estudantes de comunicação social.

Jornalistas enaltecem iniciativa

Além da embaixada, a formação esteve a cargo da jornalista angolana Mayra de Lassalete, editora de multimédia da Voz da América em Washington D.C., e Teixeira Cândido, secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos. Estas formações surgem na sequência de outras realizadas em Junho deste ano, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Angolanos, sobre Jornalismo Online e Verificação de “Fake News”, que tiveram lugar nas províncias de Benguela e Cabinda. Desta forma, de acordo com Ludmila Rangel, jornalista da TV Zimbo, a formação foi muito proveitosa, por fazer com que saísse da sua zona de conforto e começasse a olhar para as TIC como presente e não mais como futuro. “Elas estão aqui e nós devemos fazer um casamento entre o jornalismo tradicional e o mais actual que há, no caso, o digital. Podemos também dizer que dentro do nosso contexto, apesar das limitações que temos, é possível sim fazer mais e do melhor”, explicou. Porém, para Sandra Paulo Mainsel, coordenadora das páginas online da TPA, a formação foi bastante boa e é de enaltecer a iniciativa realizada pela Embaixada Norte Americana. “Aprendemos muito, o que, certamente, vai contribuir para a dinamização daquilo que é o nosso trabalho”, fi nalizou.

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