Ex-trabalhadores da África Têxtil pressionam PR para o pagamento da dívida

Os antigos funcionários da África têxtil reiteram a reivindicação do pagamento da dívida, avaliada em 945 milhões de kwanzas, e pressionam o Presidente da República a responder à carta a si endereça, em que eles espelham as diligências até aqui desencadeadas junto de alguns departamentos ministeriais

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Na Quarta-feira, 31, a comissão sindical dos ex-trabalhadores da África Têxtil manteve um encontro reivindicativo com os visados, a fim de forçar o Presidente da República a pronunciar-se sobre o assunto, uma vez que se enviou uma carta àquele órgão de soberania, visando a intervenção de João Lourenço na solução do problema. No documento, os mais de 400 funcionários explicam as situações por que passam decorrentes do agravado estado social.

Os ex-funcionários, encabeçados por Rogério Cabral, coordenador da comissão sindical, dão igualmente conta ao Titular do Poder Executivo das diligências que têm sido desencadeadas juntos de departamentos ministeriais afins (Indústria e Finanças), na esperança de que desbloqueiem os 945 milhões de kwanzas, na base do disposto no Decreto Presidencial Nº 210/15, exarado por José Eduardo dos Santos, que orientava o Tesouro a liquidar a dívida. Recentemente, à margem do Conselho Consultivo do Ministério da Indústria, os antigos trabalhadores forçaram um encontro com a ministra da Indústria, Bernarda Martins, tendo ela, naquela ocasião, descartado a responsabilidade do seu pelouro e, nesta perspectiva, atirado a mesma para o Ministério das Finanças, dirigido por Archer Mangueira. “Porquê que os ministérios das Finanças e do Economia não resolveram isso? É sinal de que houve alguma coisa aí, por isso é que nós resolvemos escrever para o Presidente João Lourenço.

Andam a enganar o Presidente”, justificou a OPAÍS Rogério Cabral O secretário provincial do sindicato da Indústria Transformadora, Tomás Caetano, que há anos acompanha o caso, deplora o quadro social dos ex-funcionários, daí que apele a quem de direito que resolva o problema, pagando o mais rapidamente possível “os salários dos nossos trabalhadores. Já estamos com 95 que morreram, eles, neste momento, não têm salário, não têm subsídios, para poder se alimentar”, descreve. A acção sindical vai no sentido de pressionar o Governo Central a resolver o caso, por a lei conferir ao trabalhador o direito de auferir o seu salário e mais: “eles não são culpados da má gestão que houve. Vamos reivindicar até quando, se os nossos trabalhadores a dia que passa estão morrendo?”, questiona- se.

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