Palancas Negras controladas por GPS

Quinze Palancas Negras Gigantes estão controladas através do Sistema de Navegação por Satélite (GPS), no Parque Nacional de Cangandala, província de Malanje, para facilitar a localização e o acompanhamento da reprodução da espécie

A coleira com o aplicativo criado pela Fundação Quissama (entidade gestora das áreas de conservação ambiental do país) foi aplicada a seis fêmeas e nove machos, numa operação de captura e marcação dos animais realizada de 15 a 28 deste mês. Os resultados da campanha foram apresentados, nesta Terça-feira, no Parque de Cangandala, pelo director da Fundação Quissama, Pedro Vaz Pinto que, na ocasião disse que a segunda operação ocorrerá em Outubro deste ano.

Explicou que a marcação com GPS visa ainda a contagem dos mesmos, uma vez que a última foi feita em 2016 e assegurava o contacto permanente com os fiscais, bem como garantia o estudo do seu comportamento. Pedro Vaz Pinto reafirmou na abertura do Santuário Turístico da Palanca, um projecto de promoção e divulgação do animal, que permitirá aos visitantes ter uma vista real da espécie. Realçou que as obras estão avançadas, faltando apenas um miradouro, bebedouro, sistema de abastecimento de água e abertura de picadas. Por seu turno, o governador provincial de Malanje em exercício, Gabriel Pontes, reconheceu a eficiência da operação, com a observância dos prazos e resultados, tendo reiterado a disponibilidade do governo para continuar a apoiar as iniciativas tendentes à protecção da Palanca Negra Gigante.

Actualmente, o Parque Nacional de Cangandala controla 80 Palancas, colocadas em Santuário, numa área de quatro mil e 400 hectares. A Palanca Negra Gigante é uma espécie de antílope raro, existente em Angola na Reserva Natural Integral do Luando e no Parque Nacional de Cangandala (Malanje), cuja redescoberta aconteceu em 2009, por altura da criação do Santuário de Cangandala com apenas nove animais, depois de décadas desaparecidos por conta do conflito armado.

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