Turistas satisfeitos com clima de segurança em Angola

O empresário sul-africano Rohan Vos-Ceo, proprietário do comboio de luxo que visita o país, pela primeira vez, reconheceu que o actual clima de segurança em Angola contribuiu para o sucesso do primeiro trajecto da viagem ferroviária de Dar Es Salaam ao Lobito

Falando a propósito da chegada à cidade do Lobito dos 51 turistas oriundos da América, Europa, Austrália e África, no âmbito do safari transafricano “Dois oceanos”, Rohan Vos-Ceo agradeceu ao Governo angolano, que através do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) garantiu que o comboio aportasse com segurança no destino final. O proprietário do primeiro comboio de luxo considerou que a organização e o acompanhamento paulatino da viagem, do lado angolano, nomeadamente da Direcção do CFB, ultrapassaram todas as expectativas da Rovos Rail.

Para Rohan Vos-Ceo, a recepção das autoridades e do povo angolano foi algo completamente extraordinário e inesperado, desde o dia 26 de Julho, em que os turistas entraram em Angola, pelo município fronteiriço do Luau, na província do Moxico. Daí que o empresário da principal companhia de caminhos-de- ferro de luxo em África espere que no futuro qualquer turista a bordo de um comboio do género possa vir a desfrutar do mesmo privilégio. “Começámos a planificar esta viagem em 2015”, lembrou o mentor, reforçando que foram precisos quatro anos para chegar ao Lobito de comboio, partindo de Dar Es Salaam. Já o guia turístico sul-africano Nicholas Schofi eld acredita, por sua vez, que o turismo em Angola tem um futuro promissor, pelas suas imensas potencialidades ainda por explorar, do interior ao litoral.

Perspectivando um novo capítulo da história actual de Angola, o também historiador admite que o retrato de Angola lá fora é muitas vezes de “um país velho”. Contudo, adianta que esta viagem permitiu dissipar as dúvidas e que os turistas perceberam que, com a paz, Angola está a renovarse a cada dia e tem condições para o turismo desenvolver-se. Nicholas Schofi eld, que até se expressa em português, conta que boa parte dos turistas nesta viagem do “mar Índico ao mar Atlântico” já é reformado, vindos de países da América, Europa, África e Austrália. Aos jornalistas, este guia turístico sul-africano assegurou, ainda, que quando regressarem à casa, seja na Europa ou América, aqueles vão falar “aos vizinhos” de que Angola é um país maravilhoso e com uma indústria do turismo promissora.

“Com o tempo, o turismo vai crescer e o investimento vai chegar aqui”, diz optimista Nicholas, que entende que quatro anos é um período normal para arranjar uma viagem de aproximadamente quatro mil e 800 quilómetros. André Wameburg, turista descendente da Austrália, mas nascido na África do Sul, onde reside, preferiu usar o adjectivo “maravilhoso” para descrever Angola e o seu povo, considerando que a paz permitiu a abertura do país ao mundo, sendo esta histórica viagem de comboio exemplo disso mesmo. A turista Hans Fimmeti, da suíça, e o escocês Ien Pope, também expressaram satisfação pelo que viram e ouviram sobre a história de Angola, enaltecendo a hospitalidade do povo angolano.

Este primeiro comboio de luxo partiu de Dar Es Salaam, na Tanzânia, dia 14 de Julho, e chegou esta terça-feira (30) à estação principal do Lobito, 18 dias depois, tendo feito escalas na Zâmbia e na República Democrática do Congo, antes de entrar em Angola via município do Luau, na fronteira com a RDC. As dez carruagens com todas as conveniências modernas, como suites de luxo e sala de estar, tornam o comboio da Rovos Rail na melhor forma de atravessar a África em grande, ou seja, numa aventura sem igual. Entretanto, o grupo de turistas partiu já, esta manhã, para cidade de Luanda.

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