ACETRO comercializou 3 mil 146 viaturas em 2018

A Associação de Concessionários de equipamentos e Transportes Rodoviários (ACETRO), comercializou cerca de 3 mil 146 veículos no ano transacto e registou um decréscimo de 92,9%. Tendo em conta as dificuldades para adquirir divisas e as licenças para a importação de automóveis, fez saber o vice-presidente, Jaime Freitas, durante o encontro com o PR e as associações empresariais

Por:Patrícia de Oliveira

ACETRO congrega todos dos concessionários dos maiores fabricantes internacionais que se dedicam a comercialização, assistência técnica e manutenção de veículos de transportes rodoviários, máquinas e equipamentos pesados, utilizados no sector mineiro, construção civil, estradas e outros sectores. Em 2014, a associação que congrega 20 empresas vendeu 44 mil 536 viaturas, enquanto em 2018 foram comercializadas 3 mil 146, um decréscimo de 92,9 %.

O mercado paralelo, em 2017, importou 8 mil 440 viaturas, enquanto o oficial importou cerca de 2 165. Os números evidenciam que o mercado paralelo deteve 80% das importações de automóveis. De acordo com o vice presidente da ACETRO, Jaime Freitas, a associação que dirige se depara com algumas dificuldades tais como a disponibilidade de divisas e as licenças para a importação de automóveis, enquanto o mercado paralelo continua a crescer. “O nosso mercado está a quatro meses de distância dos mercados de fábrico das peças importadas, que se faz normalmente por via marítima.

No entanto, quando existe uma avaria de máquinas pesadas no sector mineiro, pode custar cerca de um milhão de dólares, porém, não se pode dar ao luxo de paralisar a produção e aguardar 4 meses, é preciso importar por via área”. Para ele, caso esse mecanismo funcionar será possível racionalizar as importações, reduzindo as compras por via marítima, pois “não necessitamos de tanto stoque espalhado nos armazéns dos operadores que representam divisas paralisadas, nas compras de peças de automóveis e vive-se a mesma situação ”, explica.

Questionado por que razão não são autorizados os operadores do sector mineiro e outros que geram divisas a utilizá-las livremente para cobrir despesas e investimentos, disse que “Se os angolanos não investirem no próprio país, os investidores estrangeiros também não o farão”,. “É preciso reverter a situação do mau ambiente de negócio, criando um quadro legislativo estável, em que se possa confiar em instituições que actuam com ética, palavra e compromisso para não deixar destruir o tecido empresarial e a capacidade de construir, para não aumentar o desemprego com consequências nefastas para a desestruturação das famílias”, salientou. Jaime Freitas referiu que é preciso assumir que a economia petrolífera após 4 anos de crescimento negativo, não pode gerar receitas que cubram os impostos do sector petrolífero, em especial se todos os angolanos não forem sujeitos as mesmas regras de austeridade.

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