Cuanza Norte regista aumento de casos de VIH-Sida

Quinhentos e 28 novos casos de VIH-Sida foram registados pelas autoridades sanitárias da província do Cuanza Norte entre Janeiro e Junho do ano em curso, um aumento de 131 casos em relação ao primeiro semestre de 2018

Dados do Programa Provincial de Luta Contra a Sida, a que a Angop teve acesso, ontem, Quintafeira, aludem que os casos de Sida resultaram de um total de 22.109 testes realizados em várias campanhas de testagem voluntária e em consultas de acompanhamento às mulheres grávidas.

Os cidadãos da faixa etária dos 25 aos 49 anos de idade são os mais infectados, ao serem diagnosticados 291 seropositivos, num universo de 7.397 pessoas testadas. Segue-se os indivíduos dos 15 aos 24 anos de idade, com 70 pessoas identificadas com a doença, num total de 5.781 testes realizados, enquanto na faixa etária de cidadãos maiores de 50 anos de idade foram rastreadas 1.597 pessoas, com 54 casos positivos. No mesmo período foram testadas 6.962 mulheres grávidas, com saldo de 85 casos positivos, acompanhadas 334 crianças menores de dois anos de idade, nascidas de mães seropositivas.

Foram testados 603 petizes dos 3 aos 14 anos, com oito casos positivos. Os dados apontam, igualmente, a realização, durante o primeiro semestre do ano em curso, de 58 partos de mães seropositivas, no quadro do programa de corte da transmissão vertical, enquanto 192 pacientes beneficiaram da assistência médica regular com anti- retroviral.

O Cuanza Norte conta com Centros de Acompanhamento e Tratamento do VIH-Sida (CATV) instalados nos dez municípios, onde são asseguradas as condições de assistência médico-medicamentosa e psicológica aos pacientes. Entretanto, Angola tem uma prevalência de VIH estimada de 2,0% em pessoas de 15 a 49 anos, segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde (2015-16), o que dá a estimativa de 310 mil pessoas a viver com VIH no país.

A província do Cunene regista a maior taxa de incidência e de prevalência do VIH/Sida do país, com uma taxa de 6.1 por cento de novas transmissões. Segundo dados do Ministério da Saúde, depois do Cunene, seguem- se as províncias do Cuando Cubango, com cinco por cento e o Moxico com quatro, enquanto o Zaire representa a menor taxa (0,5).

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