mais de 50 fiscais africanos morreram a proteger a vida selvagem

O secretário executivo da associação dos fiscais de África – Angola, miguel Kinavuidi, contou que 54 fiscais africanos morreram nos últimos 12 meses, entre os quais dois angolanos. desta cifra, o grupo registou menos 80 mortes confirmadas comparando com os dados de 2018

Por:Stela Cambamba

O responsável da associação ressaltou que, actualmente, o momento que se vive é de grande reflexão, tendo em conta que, em todo mundo, os fiscais enfrentam vários problemas sociais e profissionais, desde a pouca importância que se da à profissão, assim como as regalias associadas às suas carreiras.

“É difícil proteger a integridade física da biodiversidade atendendo os diferentes conflitos que possam existir entre o homem, e os animais selvagens e dos caçadores furtivos, que constituem a maior ameaça”, disse Miguel Kinavuidi. Apesar dos desafios, os fiscais também lutam por melhores condições de trabalho e assistência em termos de saúde para eles e as suas famílias, porque a maioria trabalha em regimes isolados.

O dia 31 de Julho, consagrado mundialmente aos fiscais, é um ganho para eles, porque busca-se ao máximo a consciencialização da sociedade em todo mundo sobre a importância do trabalho que têm feito para a protecção da integridade física da biodiversidade. Em África, a data está associada a outro marco no género, porque se comemora o Dia da Mulher Africana, o que constitui para as fiscais (mulheres) um motivo adicional para regozijos.

Angola conta com três mulheres fiscais e a primeira é própria a ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho. No grupo de 300 fiscais angolanos foram homenageadas três mulheres, nomeadamente a ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho, Ruth Nasusu Njunjuvili e uma funcionária do parque Nacional de Maiombe, na província de Cabinda.

A data tem como objectivo homenagear fiscais tombados no cumprimento dos seus deveres e reconhecer o contributo dos fiscais na protecção, preservação e conservação da vida selvagem e o do seu habitat. Segundo Miguel Kinavuidi, Angola é membro da Associação dos Fiscais de África e da Game Rangers Association of Africa, organização africana dos Fiscais e tem dado passos significativos no que concerne às áreas de conservação, apesar de ainda carecer de algumas melhorias sobre o número de fiscais nos parques.

Foram aprovados os regulamentos dos parques nacionais, um avanço importante para conformar as categorias dos fiscais e desenhar sua carreira. Ainda no dia 31 de Julho foi também aprovada a Lei das Áreas de Conservação de Angola, que acredita ser um grande feito alcançado pelo Ministério do Ambiente neste domínio.

As organizações mundiais de defesa e promoção dos fiscais esperam por um apoio individual e colectivo aos fiscais em todo mundo, bastando para o efeito, nesta ocasião, exibir o cartaz de apoio criado para a efeméride. Para saudar a data, a Associação dos Fiscais de África – Angola promoveu uma campanha de consciencialização nas redes sociais e não só, onde indivíduos e instituições manifestaram o apoio aos fiscais em tudo mundo e em particular os fiscais de Angola.

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