PRA-JA é o novo partido de Abel Chivukuvuku

O antigo líder da CASA-CE, Abel Chivukuvuku já encaminhou os documentos para acreditação junto do Tribunal Constitucional (TC) para a constituição da nova força política denominada Partido de renascimento Angolano-Juntos por Angola (PrA-JA) com o objectivo de participar das eleições autárquicas e gerais em 2022

O político Abel Chivukuvuku assegurou ontem, em Luanda, que a agenda de curto e médio prazo tem 2019 como o ano do surgimento no firmamento político angolano, em 2020 pretendem participar nas primeiras eleições autárquicas do país, e em 2021 vão trabalhar afincadamente para o crescimento do partido em todo território nacional de modo a preparem-se para as eleições gerais de 2022. O também coordenador do projecto referiu que na assembleia constitutiva, que contou com a presença de mais de trezentos apoiantes de todo país, lançaram juntos as bases para a criação do novo projecto político angolano, aprovaram os elementos essenciais para o início do processo de legalização do partido PRA-JA, será feita a recolha de assinaturas para a sua posterior entrega ao TC, a terceira fase será da institucionalização do partido com a realização do primeiro congresso ordinário o mais tardar no primeiro trimestre de 2020. Abel Chivukuvuku, que falava durante a assembleia constituinte sob o lema” Chegou a hora de soar o apito”, disse que o apito tocou porque chegou a hora de sacudir as amarras e rejeitarem definitivamente o passado, caracterizado por décadas de sofrimento, pobreza, indigências.

Décadas de expectativas goradas, de esperanças traídas, sonhos nunca realizados, de governação antipatriótica, governação insensível, incompetente e corrupta. “Povo angolano o apito tocou para eu renovar perante todos vós o meu solene compromisso para convosco. Como no passado, eu vou continuar a defender e abraçar as causas legítimas angolanas na primeira linha. Conto convosco nesta missão patriótica, estou aqui, pronto e disponível a servirvos hoje e sempre”, disse Abel Chivukuvuku Avançou ainda que o apito tocou porque chegou a hora de rejeitarem décadas de submissão, fome e de medo. Devem assumir o papel crucial para a definição do rumo das suas vidas, porque são elas que estão em jogo.

Defende ainda que devem assumir o papel dinamizador para as reformas ingentes e inadiáveis que a situação actual do país exige. Chegou a hora para a reforma das mentalidades, comportamentos e atitudes. Chivukuvuku manifestou que está pronto para servir, está atento ao clamor do povo, como no passado, não consentiu esforços ou sacrifícios, porque mais do que tudo se compadece com a mágoa e o sofrimento dos mesmos. “ Almejo poder corresponder aos vossos anseios, na busca da realização das vossas esperanças e das vossas expectativas, por uma pátria verdadeiramente de liberdade, igualdade de oportunidades, de justiça social e sobretudo de realização dos vossos legítimos e nobres sonhos”, disse o político

Reforma do Estado

Segundo Chivukuvuku, chegou a hora para a urgente reforma constitucional e do modelo de Estado, do conceito e prática do serviço público. Da reforma da visão sobre eles perante a África e o mundo, nesta era da modernidade e de novas conquistas.

Juventude

Apela aos jovens angolanos a assumirem de forma decidida o seu papel de protagonistas e construtores do futuro, a não se deixarem levar pela demagogia de mais de quatro décadas, de palavras ocas e vãs, pela cultura aliciante e alienadora das tão conhecidas maratonas, características da acção política do partido no poder visto que o futuro depende deles.

Organizações da sociedade civil

A todo povo angolano, as organizações da sociedade civil, as distintas confissões religiosas, as ordens profissionais, aos sindicatos e outros actores sociais, considera que todos são legítimos partícipes na construção do país, cada organização, de acordo com a sua vocação e o seu estatuto” somos todos úteis e complementares porque Angola conta connosco e os angolanos estão atentos a nossa prestação”.

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