Boeing encontra dificuldades e nova falha no 737 é descoberta, aponta relatório

Uma nova falha foi descoberta no avião Boeing 737 Max 8, mesmo quando a empresa tenta actualizar o seu software para corrigir erros anteriores. A Boeing está a reescrever completamente o seu software de pilotagem do 737 Max 8, depois de a FAA ter encontrado um novo problema de software na aeronave, conforme cita a Business Insider.

A nova descoberta ocorreu no momento em que a fabricante norte-americana tenta corrigir um problema de software que teria causado dois acidentes aéreos em Outubro de 2018 e Março de 2019. Conforme a Business Insider, a Boeing deve reescrever o seu software e introduzir uma “mudança fundamental” para fazer com que a aeronave receba informações de ambos os computadores do controlo de vôo, ao invés de apenas um.

O sistema automático anti- stall do737 Max 8 depende de dois sensores nos ângulos de ataque da aeronave. Entretanto, quando os sensores forneceram dados incorrectos o software falhou, fazendo com que os pilotos não soubessem da falha do sensor, pois a luz de alerta do sistema não estava operacional. Apenas aviões dotados dos opcionais monitores de ângulo de ataque estavam com a luz de alerta operacional.

Actualmente, a FAA está sob investigação no senado norte-americano sobre como o avião acidentado teria recebido a certificação. No início da semana, os líderes da FAA foram interrogados pelo Comité de Apropriações do Senado. Durante a audiência, a senadora Susan Collins mostrou preocupação sobre “casos em que a administração da FAA estaria mais preocupada com o cronograma da produção da Boeing do que com as recomendações de segurança dos seus próprios engenheiros”.

“Temos tido total conhecimento sobre o desenvolvimento desse avião”, afirmou Carl Burleson, administrador adjunto da FAA. “Isso não significa que cada decisão tomada por nós seja perfeita. Mas acredito que o processo fundamental de certificação do [Boeing 737] Max tenha sido satisfatório”, declarou. Os dois acidentes envolvendo o Max 8 resultaram na morte de 346 pessoas, fazendo com que a aeronave deixasse de voar em torno do mundo. A Boeing espera que as companhias aéreas possam recolocar as aeronaves no ar até 2020, informa a Business Insider.

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