Oficial iraniano afirma que coalização dos EUA no golfo Pérsico ‘jamais ocorrerá’

Um oficial do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou que as nações da região fornecem segurança suficiente.

Além disso, ele reforçou que se algo acontecer na região essas nações “cairão” sobre o infractor. Uma coalizãçáo naval dos EUA no golfo Pérsico jamais terá sucesso, tal como as anteriores, afirmou o vice-chefe para assuntos políticos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irão (IRGC), Yadollah Javani, segundo a agência de notícias Fars. “O inimigo deve saber que não pode fazer nada. Assim como as suas coalizações anteriores, esta também será definitivamente arruinada e não se materializará”, declarou

. De acordo com Javani, a segurança na região do golfo é assegurada pelas suas nações, incluindo o Irão e as suas Forças Armadas. “Se eles escolherem cometer um erro algum dia, toda a região cairá sobre as suas cabeças”, ressaltou, destacando que não acredita que Washington tenha planos sérios para atacar o Irão. Javani também comentou sobre o recente derrube de um drone norte-americano, que elevou as tensões entre os EUA e o Irão com relação à “política de pressão máxima” do presidente norte-americano, Donald Trump. Além disso, Javani orgulhase de ter abatido o drone norteamericano com um sistema de defesa desenvolvido pelo próprio país, segundo a Fars. “[…]

Essa obra-prima da tecnologia norte-americana, que é famosa por ser evasiva aos radares e furtiva em acção, foi caçada por um sistema de defesa nacional [iraniano] chamado de Khordad-3”, afirmou. Em Julho, os fuzileiros britânicos e as autoridades de Gibraltar apreenderam um petroleiro iraniano, alegando que ele estava a deslocar-se em direção à Síria violando as sanções internacionais impostas a Damasco.

O Irão condenou imediatamente a acção, alegando que se tratava de “pirataria”. Pouco depois, o Irão apreendeu o petroleiro britânico Stena Impero, alegando que a embarcação estava a navegar sem o seu transponder de identificação, violando os regulamentos marítimos internacionais. Anteriormente, os EUA lançaram a ideia de criar uma coalização naval para patrulhar o estreito de Ormuz numa tentativa de “garantir a liberdade de navegação”. Washington então convidou alguns aliados, contudo, vários deles se negaram a participar na dita coalização.

 

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