Cidade de Moçâmedes celebra 170 anos com actividades culturais e desportivas

A cidade de Moçâmedes, capital da província do Namibe, celebrou ontem, 4, os seus 170 anos (desde a sua fundação, em 1849), com várias actividades, entre elas culturais e desportivas

A animação cultural esteve a cargo da banda muiscal “os Kiezos”, na tradicional festa popular “Poeira no Quintal”, que teve lugar no parque do Campismo junto à praia da Marginal. O coordenador da referida actividade, José Pinto, avançou que a animação contou com os músicos, Givago e Tony do Fumo Filho, acompanhados pelo suporte musical de os Kiezos. José Pinto referiu ainda que localmente a festa contou com a banda “ Odisseia” e a participação dos músicos locais, como Cangato, Óscar e Rei do Kissange.

“Nesta actividade, como sempre, tivemos o tradicional caldo, com alguns quitutes da terra, como a macoca, o molho de escabeche e bebidas como o nosso “Macau e Kanhome”, disse. Após a descoberta desta cidade, em 1845, foi ao longo da sua história chamada de Angra-do-Negro e, posteriormente, Moçâmedes, nome proveniente do General de Angola e Barão de Moçâmedes, na altura com uma grafia diferente da actual (Mossamedes). A história diz que o seu povoamento por populações não autóctones começou por volta de 1839, mas só em 1849 se deu início à exploração organizada das riquezas da região, com a chegada dos primeiros colonos vindos do Brasil.

Toda a sua trajectória pode ser encontrada em sítios históricos como a Alfândega do Namibe, a Cadeia Militar de S. Nicolau, Bentiaba, a Capela de Nossa Senhora do Mundo, a Capela da Praia Amélia e a Capitania do Porto do Namibe, locais considerados actualmente como patrimónios históricos da província, ao Sul de Angola. Existem ainda, no Município de Moçâmedes, descendentes dos primeiros povos que habitavam a cidade (os Bochímanes), cujos usos e costumes ainda se encontram intactos. A sua fundação foi a 04 de Agosto de 1849, data em que a população festeja todos os anos o aniversário da cidade, caracterizada por um forte potencial nos sectores das pescas, da agricultura e da indústria de rochas ornamentais. A cidade alberga hoje o terceiro maior porto de Angola e o terminal do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM).

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