P’ra já, mexer tudo

Abel Chivukuvuku disse, se o seu partido for legalizado e puder concorrer já para as autarquias, que irá apresentar-se como alternativa ao poder. Não tanto assim, de imediato, embora o comportamento da UNITA e do MPLA lhe possam abrir alas para posicionar-se um pouco mais perto disso. Se vier a ser alternativa, não deve ser de poder. Este objectivo está ainda longe, para mais uma ou duas legislaturas, a não ser que os grandes cometam erros tremendos. Para já, bem, naqueles casos em que o campeonato está definido à partida quanto ao vencedor, o interessante é ver a luta pelo segundo lugar, principalmente se a classificação der algum tipo de prémio, Na próxima corrida política angolana, porém, a luta vai ser renhida pelo terceiro lugar, O PRA-JA e a CASA-CE vão disputar milímetro a milímetro o espaço político, até porque cada um deles conhece os pontos fracos do outro, se bem que a CASA-CE tenha entrado num espaço de sombras, falta-lhe luz, com a saída de Abel e os seus, os que secundam o novo presidente Mendes de Carvalho não têm chama e muito menos empatia com o povo. Mas nesta luta pelo terceiro lugar haverá vítimas colaterais: o PRS e a FNLA podem desaparecer imediatamente e, depois, se cair nas autárquicas e nas próximas gerais, a CASA-CE transformar-se-á numa força residual e pronta a cair também. Mas os dois grandes que não descansem à sombra da bananeira, imagine-se que o PRA-JA tenha uma boa safra autárquica, que a CASA-CE se aguente e depois se aliarem e mais ao que sobrar da FNLA e do PRS… Um dos grandes pode perder o posto.

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