INAC regista 788 violações contra menores

Setecentos e oitenta e oito casos de violações diversas contra menores foram registados no I semestre do ano em curso, na província da Lunda Norte, contra 389 em relação a igual período de 2018, soube hoje, terça-feira, à Angop.

O aumento dos casos deveu-se a desestruturação familiar, desemprego dos progenitores, fuga a paternidade e falta de prestação de alimentos. Segundo a responsável do Instituto Nacional da Criança (INAC) na Lunda Norte, Madalena Alentejo, dos casos registados destacam-se a exploração infantil para fins de trabalho e outros, com 643, seguido do abandono de recém-nascidos, com oito. Esclareceu que algumas crianças são usadas como mão-de-obra barata pelos próprios pais, vizinhos e parentes, sobretudo os órfãos, acrescentando que neste período foram resolvidos 23 casos diversos e responsabilizados os adultos. No mesmo período, o INAC, em coordenação com instituições afins, reunificou 68 crianças às suas famílias, sete das quais encaminhadas para os familiares na República Democrática do Congo (RDC) a partir do posto fronteiriço do Chissanda. Por outro lado, a responsável defende que se acelere as obras de construção do Centro de Acolhimento de Menores, para amparar crianças que depois de reunificadas aos familiares regressam às ruas em função da falta de apoio afectivo e de alimento, entre outras causas. Disse que a entrada em funcionamento do centro vai permitir a reeducação de menores envolvidos em crimes, que pela idade não devem ser presos.

 

error: Content is protected !!