Ministro contra colocação indevida de profissionais de ciências policiais e criminais

Um total de 290 licenciados em Ciências Policias e Criminais poderão ter como campos de actuação as áreas de Ordem Pública, Segurança Rodoviária, Protecção e Intervenção, Peritos em Investigação Criminal, Analistas de Fenómenos Sociais relacionados com a criminalidade, Criminalistas, Instrutores Processuais, Assistência a Vítimas, entre outros

Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais (ISCPC), “Osvaldo Serra Van-Dúnem”, realizou ontem, em Luanda, a cerimónia de encerramento do 3º Curso de Licenciatura em Ciências Policiais e Criminais, bem como a abertura oficial do 1º curso de Mestrado em Segurança Pública. Um total de 290 recém-formados, agora licenciados em Ciências Policias e Criminais, juntam-se agora aos 352 dos anos anteriores, perfazendo um total de 642 que deverão aplicar toda a inteligência, conhecimento e experiência às suas acções quotidianas, para que se eleve a capacidade de resposta às necessidades de segurança pública e estabilidade social.

Em declarações à imprensa, o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, disse que não se pode continuar a verificar o desamparo de técnicos superiores formados nesta instituição, como o que acontece com alguns dos cursos anteriores, que ainda não têm colocação adequada. É necessário atribuir-lhes o devido valor, como, por exemplo, preencher vagas que se vão abrir na criação do órgão da Polícia Nacional, a direcção de investigação de ilícitos penais, que vai exigir a integração de quadros com formação específica adequada, porque só deste modo propiciaram as condições para que as demais instituições do Estado funcionem plenamente e se possa garantir o bem-estar das populações.

“Temos a plena consciência de que não foi fácil, pois o contexto actual remete-nos a um mar de imensas dificuldades de natureza financeira que se estendeu a outros segmentos da sociedade, mas esta data e o momento traduzem claramente que sois forte, com espírito de abnegação e sentido de missão superaram estes obstáculos”, realçou. Por essa razão, considera fundamental repensar no processo de colocação dos licenciados em Ciências Policiais e Criminais, cujo perfil de saída em termos profissionais, no âmbito da cadeia de mando policial, os habilita a comandar esquadras e postos policiais, à semelhança do que ocorre em outros países.

Novos licenciados prontos para cumprirem as missões atribuídas

Por sua vez, o director do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminalística, comissário Luís Cadete, disse que os cinco anos de formação, com componentes académico- científicas e disciplinar, e várias acções práticas, foram suficientes para capacitá-los a alcançar o perfil exigido a um profissional de polícia. Não obstante, explicou, não ter qualquer receio em afirmar que a direcção do Ministério do Interior, Comando Geral da Policia Nacional e a Sociedade Civil podem contar com o valioso contributo destes bravos homens e mulheres, porque estão mais do que prontos para cumprirem exitosamente as distintas missões que lhes forem acometidas, no domínio da Segurança Pública e Investigação de Ilícitos Penais.

Disse ainda que o grau académico de mestre em Segurança Pública é uma mais-valia para o país, cujo objectivo geral consubstancia- se em formar especialistas que pautem pela intervenção directa, como também no que refere às acções de gestão e de construção políticas públicas no sector de segurança pública ou privada. “É importante compreender que a Segurança Pública constitui uma das principais missões da Polícia Nacional, mas cada vez mais se vai sentindo a necessidade de envolver outros órgãos de defesa de segurança, sectores sociais, assim como a comunidade civil para, juntos, encontrarmos soluções que visam efectivamente a sua segurança”, disse o comissário Luís Cadete.

Curso vai contar com 18 professores doutores

O curso possui um total de 14 unidades curriculares, essencialmente ligadas aos ramos das Ciências Policiais e Criminais, Jurídicas e Humanas, com um total de mil e 408 horas lectivas, subdivididas em quatro semestres. Vai contar com um corpo docente de 18 professores-doutores, assistidos por quatro mestres, para além do apoio de 30 quadros com grau académico de doutores que o Ministério do Interior dispõe. Estes irão auxiliar no processo formativo com a realização de seminários, orientação dos trabalhos de fim de curso dos mestrados e na constituição dos júris.

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