É obrigatório fazer mais

Era quase impossível não se admitir que estivesse a morrer gente de fome no Sul de Angola. Pelo tempo de duração da crise climatérica, pelos danos ambientais e pelo impacto no efectivo animal. Também pela economia do país que pouco produz e, em consequência, não está em condições de acudir aos necessitados da forma adequada, de modo a evitar o crescendo do sofrimento. e mais, ainda que o a sociedade e o estado se mobilizem, como felizmente tem estado a acontecer, há ainda o problema das vias para fazer chegar a ajuda aos necessitados, pelo que, por isso mesmo, as Forças Armadas já devessem estar no terreno. As notícias de mortes, uma que seja, devem ser mais do que suficientes para a entrada das Forças Armadas na resolução da questão. o que não se pode é cair na tentação, como muitas vezes acontece, de pensar que as palavras e a propaganda por si só resolvem o problema. É obrigatório assumir que o país enfrenta uma possível catástrofe. Tudo pode acontecer e pode voltar a haver escassez de chuva na próxima estação. o triste é que não se vislumbra preocupação antecipada de quem a deveria mostrar, de quem deveria agir. há notícias de mortes, há que evitar que se repitam, há que fazer mais do que aquilo que tem sido feito, é perfeitamente possível, e exigível

error: Content is protected !!