AMA defende união para o fim da crise na FNLA

A coordenadora Nacional da Associação da Mulher Angolana (AMA) da FNLA, Maria José Bulenvu, apela a união entre os militantes daquela força política para resolver a crise que dividiu o partido histórico a mais de 20 anos

Maria Bulenvu defende que, diante dos problemas que o partido vive há mais de 20 anos, nada se pode fazer sem a união de todos os militantes. “Nós mulheres somos a favor da união no partido”, realçou a responsável, para quem “o congresso da organização que dirige será realizado o próximo ano”. A ‘irmã’ manifestou também que a organização conta com mais de duas mil mulheres em todo o país e tem desenvolvido actividades de sensibilização de senhoras para as suas fileiras e restruturação das estruturas de base.

Quanto à relação com outras organizações congêneres, disse ser boa porque têm partilhado diferentes pontos de vista em relação aos problemas que afectam as mulheres e a sociedade em geral. Maria Bulenvu, aconselha as mulheres a serem corajosas, apesar das dificuldades financeiras que o país enfrenta. Enalteceu as mulheres zungueiras que com braço de ferro, fruto do trabalho que desenvolvem, muitas vezes têm procurado o sustento das suas famílias. Na liderança das mulheres da FNLA desde 2018, Maria Belenvu disse que a AMA existe desde Julho de 1954 e sempre estiveram ao lado dos homens na luta pela independência do país.

Congresso anulado

O partido liderado por Lucas Ngonda viu em Maio deste ano anulado pelo Tribunal Constitucional (TC) o seu II Congresso Extraordinário, que teve lugar de 25 a 27 de Junho de 2018, na cidade do Huambo, por irregularidades jurídico-estatutárias. No seu Acórdão nº 543/2019, datado de 16 de Abril, o TC considerou igualmente como inválidos todos os actos e deliberações adoptadas durante o mesmo. A sentença decorreu de um recurso interposto por um grupo de membros do Comité Central (CC) da FNLA ao Tribunal Constitucional para impugnar o aludido Congresso. Em conferência de Imprensa realizada há mais de dois meses em Luanda, a FNLA, assegurou que vai realizar um outro congresso ainda este ano.

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