Grupo de cidadãos vietnamitas em Angola com o mesmo passaporte

Os estrangeiros foram alvo da “Operação Reforço”, que apresentou os seus primeiros resultados ontem desde a sua criação no dia 18 de Julho deste ano. Foram 13, os grupos de marginais desmantelados e 40 as armas de fogo encontradas na posse dos mesmos

A Polícia Nacional deteve um grupo de cidadãos vietnamitas que entrava em Angola utilizando o mesmo passaporte e visto para trabalho, de acordo com o director de Operações do Comando Provincial de Luanda, Lázaro da Conceição. O superintendente Lázaro da Conceição não deu detalhes do período em que o grupo cometeu tal crime, nem os moldes da operação usada pelos mesmos, justificando que o caso se encontra em segredo de justiça.

Questionado por OPAÍS sobre o número de vietnamitas que se encontram nesta situação, Lázaro da Conceição disse que a rede está constituída por aproximadamente uma dezena de elementos, que usavam o visto de trabalho para entrar em Angola a pretexto de trabalho. “Este passaporte é pessoal e intransmissível, mas foi transmitido por ter sido utilizado por várias pessoas para aceder ao território nacional”, disse Lázaro da Conceição. No acto que serviu para fazer a apresentação da “Operação Reforço” e os primeiros resultados desde a sua criação a 18 de Julho do corrente ano, o oficial da PN apelou aos cidadãos angolanos para evitar o lucro fácil, tendo frisado que o auxílio à imigração ilegal é um crime que tem preocupado a corporação.

O responsável frisou ainda que a imigração ilegal tem estado a criar ameaças à segurança nacional, facto que tem motivado a PN a usar mecanismo para o seu desencorajamento. “De forma oficial um cidadão ilegal não reside em Angola e pode cometer crimes sem estar devidamente identificado”, disse. As operações culminaram com a detenção 176 estrangeiros, estando 70 em situação migratória irregular de nacionalidades da Guine Conacri, Costa Marfim, República Democrática do Congo, Burkina-Faso, Vietnamita, Guine Bissau, Gâmbia, Sudão e China.

13 grupos de marginais desmantelados

No período em referência, a PN diz ter desmantelado 13 grupos de marginais que se dedicavam aos mais diversos crimes na província de Luanda. Os cidadãos e residências localizadas nos bairros Mota da Lixeira, 11 de Novembro, no Distrito Urbano do Sambizanga, e o Nguanhã no município do Cacuaco eram os locais preferenciais destes grupos. Outras duas pessoas estão a contas com a justiça por homicídio voluntário, 29 por homicídio frustrado, oito por violação sexual e mais de 800 pessoas foram detidas por envolvimento no roubo de cabos eléctricos. Importa frisar que a “Operação Reforço” tem como objectivos a diminuição de crimes de rua, desactivação de residências e locais que se dedicam ao garimpo de água, desactivação de locais de venda não autorizados, locais de prostituição e de consumo de drogas e bebidas alcoólicas. A segurança rodoviária com a fi scalização de condutores dirigindo sob efeito do álcool e combate a imigração ilegal completam os objectivos da “Operação Reforço”.

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