Novo aterro sanitário orçado em USd 120 milhões

O projecto da Central de Tratamento e Valorização de Resíduos (CTVR) estará localizado no município de Belas, comuna da Barra do Cuanza, perto do bairro Bita Tanque, em Luanda. Será implementado num espaço de 123 hectares.

A CTVR será constituída por aterro sanitário, espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos urbanos, área de compostagem (valorização de matéria orgânica, para produção de composto), de sucatas, de inertes, depósitos de lenha, tratamento de resíduos sólidos de serviços de saúde, pneus e outras instalações de apoio, tais como zona de triagem, aproveitamento energético de biogás e edifício administrativo.

Segundo o director geral da empresa Vista Waste Management, Miguel Branquinho, a sua instituição prevê investir cerca de 120 milhões de dólares ao longo de 30 anos, prazo de vida útil do projecto. Numa primeira fase será feita a construção das estruturas de apoio, com uma única célula, de seguida serão feitas células sucessivas ao longo do projecto, e implementadas outras instituições de tratamento de resíduos. O aterro sanitário terá a capacidade de receber duas mil toneladas de lixo por dia. “A implementação do projecto é faseada, mas faz parte do programa que assim seja, porque não faz sentido construir todas as células, mais sim uma e antes da mesma estar cheia e selada, construir outra e assim sucessivamente. Até à conclusão do projecto serão no total 17 células”, explicou.

Durante o período de construção e montagem da CTVR de Belas, vai gerar cerca de 180 ou 200 empregos directos. Ana Gonçalves, da Direcção Nacional de Estudos de Impacto Ambiental, do Ministério do Ambiente, explicou que, por agora, a instituição está preocupada com a fase da implementação, o acesso, os ruídos, assim como outras situações que podem vir ocorrer, apesar de que há uma empresa encarregada de elaborar o estudo do impacto ambiental. Contou que o projecto vem valorizar os tratamentos de resíduos, sendo que muitos não têm ainda o tratamento adequado, nomeadamente sucatas, pneus, matéria orgânica. A responsável defende que o novo aterro vem criar reciclagem de forma a minimizar o maior impacto possível de depósito final dos sedimentos.

Se o projecto for implementado vai trazer muitas vantagens, tendo em conta que actualmente se regista muitos problemas em relação à gestão do lixo, “O aterro do Mulevo é insustentável para a cidade de Luanda, relativamente a problemas de gestão”, frisou Ana Gonçalves. O representante da empresa COBA Angola, Anderson Coba, responsável pela realização do estudo de impacto ambiental, frisou que o processo teve início em 2017 e, até ao momento, a sua instituição tem estado a seguir as etapas necessárias para obtenção da licença ambiental da instalação.

Assegurou que em função do estudo já elaborado, todos os possíveis impactos, tanto a nível negativo como positivo foram salvaguardados, incluindo as medidas de mitigação para diminuir ou eliminar os riscos que poderão surgir nas três fase do projecto, designadamente a de instalação, operação e na fase de encerramento. O projecto tem um prazo de vida útil que varia entre 25 a 30 anos, dependendo da dinâmica da instituição. Quanto aos impactos negativos, a responsável destacou a mudança estrutural da área, considerando que serão feitas escavações, o terreno será modulado, alguma cobertura vegetal será retirada e haverá movimentação de muitas máquinas. O impacto positivo é que vai gerar empregos e melhorar a vida dos cidadãos quando estiver na fase de operação.

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