Sistema de abastecimento de água ao Bita Tanque custou USd 2 milhões

A obra composta por captação de água, rede adutora, estação de tratamento, rede de distribuição, fontes públicas e lavandarias que doravante servem a comunidade rural do bairro Bita Tanque custou USD dois milhões de dólares americanos aos cofres públicos

A comunidade do Bita Tanque, que dista cerca de 12 quilómetros da cidade do Kilamba, situada na comuna da Barra do Cuanza, município do Belas começou a receber desde ontem água potável. A empreitada, integrada no projecto governamental “Água para Todos”, está estimada para um total de 6 mil habitantes e segundo o secretario de Estado das Águas, Lucrécio Costa, que falava ontem na inauguração do sistema de abastecimento do Bita Tanque, trata-se de uma solução emergencial para acudir uma situação pontual e concreta de uma comunidade que apesar de estar próxima do maior curso de abastecimento de água há vários anos.

“Estamos em presença de um sistema de abastecimento de água tipicamente assegurado por chafarizes, porque visam levar a agua às comunidades carentes do mesmo e mais tarde poderão ser complementados com redes formais”, assegurou o secretario de Estado quando questionado sobre a opção por chafarizes comunitários em vez de ligações domiciliares. “Existem muitas povoações a necessitar de água, mas a partir de hoje temos na comunidades menos uma. Na próxima semana vamos fazer constatações iguais em outras províncias, onde decorrem trabalhos e aos poucos vamos diminuindo o fosso”, asseverou Lucrécio Costa.

O sistema é composto de redes adutoras, equipamentos de tratamento, armazenagem e distribuição, fontenário, lavandarias e torneiras em edifícios públicos. São no total duas lavandarias e 12 fontenários, cujo funcionamento é suportado por um sistema eléctrico solar. Ao projecto, executado pela Owini, a unidade de projectos de água do grupo Mitrelli, foi concebido para funcionar em media 12 horas ao dia/dia e tem a garantia de 6 meses de operação assegurada pelo construtor. Findo o prazo o projecto passa para a gestão da EPAL depois de formada a equipa de quadros que continuará a assegurar a continuidade do sistema com vida útil estimada de 15 anos, desde que assegurada a manutenção.

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