Vencedor do concurso de dança “Kukina” apresenta-se oficialmente em Outubro

O grupo anteriormente conhecido como “Desenvolvimento de Dança e Formação” formado há 12 anos, mudou a denominação para “N’demba Danças de Angola”, cuja designação os remete mais para a componente tradicional

Depois de ter vencido o concurso de dança denominado “Kukina”, realizado recentemente nas instalações da LAC – Luanda Antena Comercial, o grupo “N’demba Danças de Angola”, oriundo do município do Cazenga, pretende apresentar (oficialmente) o conjunto em Outubro, na Liga Nacional Africana, em Luanda. O grupo era, anteriormente, conhecido como “Desenvolvimento de Dança e Formação” (DDF). Formado há 12 anos, mudou o nome com a intenção de possuir uma denominação mais tradicional, que os identificasse directamente com os seus objectivos específicos.

Segundo o seu director, Adriano de Freitas, pretenderam ainda com essa mudança, maximizar a Cultura nacional e despertar o interesse da mídia, com referência à classe artística. “Quando começamos a trabalhar com o músico Ndaka Yo Wiñi, em Março do corrente ano, onde fizemos o seu acompanhamento artístico através da dança, decidimos mudar o nome do grupo, por considerarmos mais tradicional”, contou. Por sua vez, no concurso “Kukina”, uma iniciativa da LAC – Luanda Antena Comercial em que o grupo se sagrou vencedor, participaram 25 grupos. O conjunto apresentou duas coreografias, no estilo musical Jazz Blues, onde, através da dança, abordaram as particularidades, conquistas e sensualidade das mulheres dos anos 60.

Dançaram ainda ao som do estilo folclórico, onde demonstraram as culturas e a importância do povo da região Norte do país, Cabinda. O director do grupo considerou a conquista merecedora, fruto do trabalho árduo que têm desenvolvido. Referiu, igualmente, que um dos objectivos do agrupamento é o de participar em mais eventos do género e mostrar que os grupos mais antigos, assim como os recentes, têm a mesma oportunidade. O director artístico do Ballet Tradicional Kilandukilu, Maneco Vieira Dias, que trabalhou na área de Direcção Técnica e Artística, disse que a par dos grupos que se apresentaram, os vencedores do concurso mostraram ser óptimos bailarinos dos estilos apresentados, que, observa, são os da actualidade.

Internacionalização

Quanto à intenção de internacionalização do grupo, aludiu não ser um facto ainda, mas que têm trabalhado para a concretização dessa meta. Porém, para começar, em Dezembro, será efectivado um projecto com o colectivo “Rasta Comunicação do Brasil”, com vista a uma tournée no Rio de Janeiro. Trata-se de uma actividade filantrópica, com o objectivo de concretizar o intercâmbio com os grupos folclóricos locais. O director do grupo contou que o seu conjunto vai mostrar “como se faz arte em Angola, a nossa essência artística, como os nossos rituais folclóricos”. Ainda sobre a internacionalização, enfatizou que três membros do grupo possuem bolsa de estudo em Artes para o Egipto, facto que considera importante para o crescimento profissional dos mesmos. Reconhece que essa ida ao Egipto pode causar um desfalque, embora estejam preparados para acudir à situação, com o mesmo espirito de trabalho. Quanto à participação do grupo em eventos no país, avançou a participação do grupo no Festival Passo a Passo, realizado em Junho no Zango, município de Viana, onde conquistaram o 2º lugar. Por essa razão referiu que o seu grupo vai continuar a trabalhar e a efectivar pesquisas, por considerar que através da dança é possível levar informações e críticas a nível do mundo.

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