CTCE e Governo concertam construção de monocarril em Luan

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A empreiteira China Teisiju Civil Engineering Group (CTCE) está em vias de assinar com o Ministério dos Transportes um memorando com vista a construção de um trem monocarril em Luanda, revelou Yang Lisheng, director-geral da sucursal dessa empresa em Angola. Prestou essa informação durante a visita que a delegação de profissionais de comunicação social de Angola, liderada por Maria de Lourdes Mousinho, directora do gabinete de Intercâmbio do Ministério da Comunicação Social, realizou, recentemente, a sede dessa empresa em Hefei, na província de Anhui, no leste da China. Neste momento, a empreiteira está a concertar com o ministério de tutela e os Caminhos de Ferro de Luanda os pormenores sobre o projecto cuja execução será financiada por uma linha de crédito da China. “Já chegamos a um consenso em relação a vários aspectos do memorando de entendimento com o Ministério dos Transportes, no que concerne a nossa participação nesse projecto”, frisou. A empreiteira chinesa espera que o mesmo seja rubricado ainda esse mês para dar início aos trabalhos preliminares de planeamento da aludida rede de transporte.

Por outro lado, Yang Lisheng manifestou estar consciente de que a construção desse meio de transporte na capital do país poderá enfrentar alguns constrangimentos relacionados à instalação da linha, mas considerou ser um empecilho que pode ser contornado. Para garantir que a CTCE tem capacidade técnica suficiente para executar uma obra dessa envergadura com a durabilidade que se requer, Shao Gang, o seu vice-presidente, esteve envolvida na construção de diversas ferrovias de alta velocidade e não só. Tratam-se da ferrovia de alta velocidade Pequim-Xangai, Lanzhou- Wulumuqi, bem como das ferrovias de menos velozes Pequim- Guangzhou, Pequim-Fuzhou, Jining-Baotou e Xangaikunming.

No portefólio dessa empresa figuram ainda a construção de mais de dez grandes terminais rodoviários, da ponte da Baía de Hangzhou, do Circuito Internacional de Xangai F1, entre outras infra-estruturas de grande envergadura. Indagado por OPAÍS por que razão não participaram na reconstrução das diversas infra-estrutura rodoviárias de Angola, designadamente os Caminhos de Ferro de Luanda, do Namibe e do Lobito, Shao Gang respondeu que sentiram muito não terem sido contratados. “Teríamos feito uma obra de melhor qualidade a um preço mais baixo”, frisou. Actualmente, a empresa CTCE tem em execução mais de 500 projectos tanto na China como em outros país, dos quais 12 em Angola, noâmbito da linha de crédito de China.

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