Presidente da ERCA propõe processo disciplinar contra Carlos Alberto

O conselheiro da Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA), Carlos Alberto, diz estar a ser alvo de perseguição por parte de políticos do MPLA, com destaque para o presidente daquela entidade, Adelino Marques de Almeida. Carlos Alberto, que ocupa o lugar por indicação da UNITA, em conferencia de imprensa, disse ter sido proposto pelo seu presidente, na ultima reunião, um processo disciplinar contra si, por alegada reincidência em actos que supostamente violam os estatutos daquele organismo.

“Porque continuo a escrever nas redes sociais e a faltar ao respeito a auxiliares do Poder Executivo, assim como ao próprio Titular do Poder Executivo”, explicou Alberto, para quem, na óptica do presidente da ERCA, tal comportamento tem lesado “os militantes do MPLA na ERCA e de outros fantasmas do MPLA que costumam a dar as famosas ordens superiores aos que estão a dirigir a ERCA”.

Alberto disse que o assunto surgiu a última hora, sem que fizesse parte da agenda dos conselheiros, para avaliar o post feito na sua conta da rede social facebook, publicado no dia 5 de Agosto de 2019, no qual referia que “o ministro da Comunicação Social João Melo não tem cumprido o seu papel de regulador e supervisor das linhas editoriais dos Órgãos de Comunicação Social, como manda a lei”.

Para Carlos Alberto, esta posição do presidente da ERCA, Adelino Marques de Almeida, representa uma violação a Lei, argumentando que enquanto do cidadão é livre de exercer a sua opinião. Por isso mesmo, o conselheiro da ERCA classifica tal atitude como sendo uma prova de que “a nossa suspeita de perseguição política do MPLA, dentro e fora da ERCA, com possíveis ordens superiores do próprio ministro João Melo e outros responsáveis do MPLA para nos expulsar da ERCA sempre foi um facto quase indesmentível”. Em 2018, já havia sido acusado por Adelino de Almeida de tomar posições reiteradas de desprezo às normas de conduta dos Membros do Consellho Directivo da ERCA,um assunto que acabou por ser ultrapassado, após denuncia pública.

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