Apenas um por cento dos jovens frequenta o ensino superior

O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Tingão Mateus, frisou ontem, em Luanda, à margem da celebração do Dia Internacional da Juventude que segundo dados do relatório das Nações Unidas, em Angola apenas um por cento da população jovem frequenta o sub-sistema do ensino superior

O dia internacional da juventude comemora- se a 12 de Agosto, mas por razões de calendário foi celebrado ontem, com o lema “Transformando a educação”, onde o presidente do Conselho Nacional da Juventude, António Francisco Tingão Mateus, frisou que enquanto plataforma de congregação de organizações e associações, percebem que todos os dias, os jovens vivem cada vez mais dificuldades. Contou que uma das agências das Nações Unidas publicou um relatório com as características dos jovens angolanos, e no documento está plasmado que cerca de 27% da população jovem angolana não sabe ler e escrever, 13% apenas frequenta o IIº Ciclo do ensino secundário e apenas um por cento frequenta o sub-sistema do ensino superior. Sendo que mais de 28% é desempregada, “estes factos pressupõem que temos de transformar a educação ao nível nacional”, afirmou, tendo acrescentado que o país de forma miúda vai responder ao chamamento do Conselho Nacional da Juventude.

Apesar de muito recentemente ter sido aprovada a política de Estado para a juventude, a sua organização ainda não está satisfeita com o feito, porque é de opinião que mais do que aprovar instrumentos que venham regimentar a vida dos jovens, o mais desejado é que “transformemos a forma de lidar com os jovens, ou seja, o Conselho Nacional da juventude deseja que as entidades de direito deixem de investir para os jovens, mas sim passem a investir nos jovens e com os jovens”.

Defendeu que só assim se justificará a aprovação de qualquer legislação que vise regimentar a vida dos jovens angolanos. Na ocasião, o coordenador residente da Organização das Nações Unida, Paolo Balladelli afirmou que os jovens angolanos com menos de 24 anos, segundo as projecções demográficas, representarão duas partes da população no próximo ano.

Por esta razão, a sua instituição, ao nível do país, dedicou uma componente importante do próximo quadro de cooperação 2020-2022, resultados e metas no âmbito dos jovens. No mesmo panorama o foco está na educação, formação profissional e no emprego para os jovens; no empoderamento da mulher e da rapariga, na prevenção da violência de género, na inclusão e participação cívica dos jovens, a saúde, assim como no acesso ao desporto e recreação. Paolo Balladelli destacou finalmente a educação de qualidade como um acelerador para o empoderamento, para que haja empregos decentes e que sejam sujeitos activos na sociedade angolana.

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