Huíla pode ter matadouro de referência nos próximos três anos

A infra,estrutura, segundo Luís Gata, secretário-geral da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola CCGSA, pode valorizar e dar qualidade exportável à carne produzida na província da Huíla. Uma linha de crédito de 100 milhões de dólares pode tornar o desejo realidade

A redução da importação de carne é um desafio das autoridades e também um desafio para os criadores de gado e produtores.

Para que tudo corra bem, Luís Gata sabe que é preciso melhorar as condições de criação dos animais, abate e conservação. É neste sentido que sublinha a necessidade de se instalar, nos próximos três anos, um matadouro de referência na província da Huíla, onde fica a sede da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA). “Este matadouro vai ser responsável pelo abate, refrigeração e o embalamento das carnes com a qualidade desejada pelos consumidores do nosso país, realçou. Acrescenta que “este matadouro há cinco anos que está na agenda do Executivo. Já nos foi dada luz verde. Estamos confiantes que agora vai avançar, sobretudo depois do recente encontro de auscultação do Presidente da República aos empresários nacionais. Abre-se agora uma janela”, admitiu. Explica que um matadouro de referência, como o que se pretende instalar na cidade do Luango, província da Huíla, não se dedica apenas ao abate de animais. Deve estar equipado com tecnologia de ponta com salas inteligentes e altamente higienizadas, salas de conservação da carne.

Outrossim, Luís Gata vê no futuro matadouro uma infra-estrutura que poderá igualmente prestar serviço de apoio aos criadores de gado tradicional da região sul. “O gado dos criadores tradicionais merece muita atenção. E quando falamos do aumento da produção de carne para sustentar o mercado nacional, não nos podemos esquecer dos criadores tradicionais. E temos falado com eles sobre isso”, assegurou. Refere que o matadouro do Lubango jogará um papel fundamental na sensibilização dos criadores tradicionais em relação à qualidade que o gado deve ter. Reconhece que o gado autóctone tem e os excelentes resultados são prova disso.

Aumento da população bovina

Para dar resposta às necessidades de consumo, é preciso aumentar a população bovina, estimada em 100 mil cabeças de gado bovino, divididas entre as províncias do Sul, com realce para o Cunene e Huíla. “Com o financiamento que aguardamos vamos, seguramente, aumentar a população animal”, admitiu, sem avançar números. E para atender o país, em termos de toneladas de carne, disse ser relativo. “Não lhe posso precisar”. Chama a atenção que, a criação de gado é um investimento que leva tempo. Estima que o tempo mínimo para que o gado cresça e esteja pronto para o abate são cinco anos. “Enquanto isso são gastos. Portanto, precisamos de uma linha de crédito específica que possa responder às nossas necessidades”, disse Luís Gata. Explica que, para que uma fazenda se torne rentável deve ter, no mínimo, 500 matrizes, concretamente vagas parideiras, e isso obriga a ter um efectivo na casa

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