o editorial: Nada

penas um por cento dos jovens angolanos frequenta o ensino superior. Estamos a falar de uma população de trinta milhões de pessoas e em que mais de sessenta e cinco por cento são jovens. É para dizer que se a ideia é transformar conhecimento em desenvolvimento, então o país está muito longe de dar os primeiros passos.

Se a estes números somarmos a qualidade muito fraca do ensino em Angola e se juntarmos que deste um por cento a grande maioria não adquire competências técnicas e científicas, já que o ensino superior se transformou para muitos empreendedores numa fábrica de diplomas sem conteúdo, está tudo dito. Vai ser necessário fazer uma verdadeira revolução em tudo o que é ensino, desejando-se a verdadeira universalização no acesso, que o Estado acorde e assuma o seu lugar e um investimento público gigantesco, mas mirando objectivos concretos. Para já, o que Angola tem é nada.

error: Content is protected !!