A carta do Leitor: Ilha de Luanda sem alma

Ilustre director do OPAÍS, bom dia e votos de um óptimo dia. Aproveito a oportunidade no vosso espaço para falar um pouco da Ilha de Luanda. À medida que o tempo passa, a Ilha de Luanda, um dos cartões postais da cidade capital, continua a perder a sua alma.

Algumas razões são óbvias, mas é ponto assente que a crise fi nanceira que se vive devia atrair os serviços que ela dispõe. Mas, alguns preços praticados pelos agentes económicos não incentivam ir à Ilha de Luanda. Muitos espaços continuam às moscas, tudo porque não há uma política de preços, no meu ponto de vista, ajustada. Cada restaurante aplica o preço que quiser e isso afasta os consumidores daquela zona.

O preço de uma cerveja, num restaurante, pode custar duas vezes mais do que o do restaurante ao lado. Por outro lado, defendo uma condução prudente, mas as barreiras ao trânsito também infl uenciaram para que a Ilha fi casse vazia nos últimos tempos. Num dos restaurantes em que fui, há dias, não havia mais do que trinta pessoas, mesmo com a discoteça a tocar.

As jovens, que gostam da noite entravam e saíam, porque achavam que o ambiente não tinha “açucar”. É importante os órgãos de tutela criarem condições para se revitalizar os bons ambientes na Ilha. Aliás, o que mais está a “bater” naquela zona são os convívios de quintal. Os preços satisfazem e há boa música. Depois do dissabor no restaurante, acabei a noite num convívio de quintal, foi tão bom que estrangeiros também se fi zeram àquele espaço e já prometeram regressar no próximo Sábado. Pouparam mais e também se divertiram mais com todo o tipo de música. O Dj era muito bom.

 

Lino José Maianga

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